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www.cursinhoaovivo.com.br 40 Caderno de Atividades INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 01. Unicap-PE 0. O efeito de humor dessa tira decorre de um léxico típico da oralidade nas zonas rurais. 1. Nos quadrinhos, o texto verbal facilita a compreensão dos sentidos, mas não é indispensável, como se pode observar nessa tira. 2. A palavra “fuça” tem valor pejorativo e não é adequada à situação comunicativa representada nesses quadrinhos. 3. Concorrem para criar o humor da tira: a expressão facial das personagens, sua postura corporal e a flagrante contradição ditada pela ingenuidade de Zé Lelé. 4. Na língua padrão – completamente inadequada à situação comunicativa criada nessa tira –, a fala do último quadrinho seria: Por sorte, não! O pai acertou-lo com o remo na hora certa. Texto para as questões de 2 a 6 A revista Ciência Hoje 28 teve como tema central o Projeto Genoma Humano. Abaixo estão alguns trechos da reportagem que servem de base para a próxima questão. Genoma decifrado, trabalho dobrado Cinco anos antes do previsto, foi anunciado o término do seqüenciamento do genoma humano. A corrida atrás da identificação de todos os genes do Homo sapiens envolveu laboratórios de 18 países, liderados por instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido, e consumiu estimados US$ 3 bilhões, sem contar a injeção final de recursos, necessária para apressar o fim dessa primeirr etapa e fazer frente a grupos privados que ameaçavam terminar antes a “façanha do século”. Trata-se, sem dúvida, de uma primeira etapa, porque o Projeto Genoma Humano representa, na verdade, apenas uma enorme base de dados, que os cientistas precisam entender em detalhe para um dia chegar a manipulá-los. Para os geneticistas, há trabalho para mais de um século de pesquisa. O seqüenciamento, a identificação e a interpretação de genes já vinham sendo feitos há mais de 10 anos, mas em ritmo considerado lento diante das possibilidades abertas com o desenvolvimento de equipamentos que amplificam o DNA e lêem milhares de seqüências genéticas ao mesmo tempo. A criação do Projeto Genoma Humano visou financiar o uso dessa tecnologia e “acelerar e antecipar em décadas os achados que, de um jeito ou de outro, seriam realizados”, diz a geneticista Maria Rita Passo Bueno, da Universidade de São Paulo (USP). Muitos resultados são imprevisíveis, mas os dados já obtidos, diz a pesquisadora, “sem dúvida permitirão um desenvolvimento extraordinário, tanto na medicina e na biotecnologia quanto na bioinformática” – essa nova área vem se desenvolvendo em função da necessidade de análise de toda a informação biológica que está sendo gerada. Vários pesquisadores analisaram os possíveis desdobramentos dessa descoberta. Destacamos, por exemplo, a seguinte declaração de Ronald M. Green, diretor de Dartmouth College (USA). São três os principais benefícios trazidos pelo seqüenciamento do genoma humano para a área médica: 1) aperfeiçoar o diagnóstico de doenças, incluindo os distúrbios hereditários conhecidos e muitas condições geneticamente influenciadas, como a hipertensão e diversos cânceres; 2) aprimorar o tratamento, com o desenvolvimento de drogas que seriam elaboradas sob medida (de acordo com as características genéticas do paciente) para maximizar sua eficácia e reduzir sua toxicidade; e 3) desenvolver intervenções diretas no DNA (terapias gênicas), para corrigir “falhas” genéticas associadas às doenças. Ciência Hoje, nº 28, nov. 2000. 02. UEL-PR A “façanha do século”, mencionada no primeiro parágrafo do primeiro texto, é: a) o trabalho conjunto de laboratórios de 18 países. b) o investimento de US$ 3 bilhões em um único projeto de pesquisa. c) a concorrência entre instituições estatais e grupos privados. d) a identificação de todos os genes de Homo sapiens. e) a união de instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido num mesmo projeto.www.cursinhoaovivo.com.br 41 Caderno de Atividades 03. UEL-PRNo trecho “e consumiu estimados US$ 3 bilhões”, apalavra estimados poderia ser substituída, sem alteraçãodo significado do texto, por:a) declarados. d) com certeza.b) aproximadamente. e) apreciados.c) indispensáveis.04. UEL-PRA coesão do primeiro texto se deve, em parte, ao uso deexpressões que remetem a outras, algumas das quaisforam assinaladas. A expressão à qual o item assinaladose liga está indicada corretamente na alternativa:a) manipulá-los – os cientistasb) essa nova área – a biotecnologiac) o uso dessa tecnologia – desenvolvimento deequipamentos que amplificam o DNA e lêem milharesde seqüências genéticas ao mesmo tempod) dessa primeira etapa – grupos privados que ameaçavamterminar antes a “façanha do século”e) os dados já obtidos – o Projeto Genoma Humano05. UEL-PR“Muitos resultados são imprevisíveis, mas os dados jáobtidos, diz a pesquisadora, ‘sem dúvida permitirão umdesenvolvimento extraordinário, tanto na medicina ena biotecnologia quanto na bioinformática’. “Os conectivos grifados podem ser substituídos, semalteração do significado, respectivamente, por:a) porém – não só – mas também.b) entretanto – ora – ora.c) portanto – não só – mas também.d) porque – seja – seja.e) contudo – ora – ora.06. UEL-PRO comentário de Ronald M. Green sobre o seqüenciamentodo genoma humano faz uma enumeração debenefícios. Se o primeiro item dessa enumeração fossealterado para “1) aperfeiçoamento do diagnóstico...”,os demais deveriam ter a forma:a) 2) aprimorando o tratamento...; 3) desenvolvidasintervenções...b) 2) aprimorar o tratamento...; 3) desenvolvimentode intervenções...c) 2) prioridade para o tratamento...; 3) desenvolvimentopara intervenções...d) 2) aprimoramento do tratamento...; 3) desenvolvimentode intervenções...e) 2) aprimoramento do tratamento...; 3) desenvolverintervenções...07. UFMSLeia o texto que segue e responda à questão a seguir.Da solidãoCecília MeirelesHá muitas pessoas que sofrem do mal da solidão.Basta que em redor delas se arme o silêncio, quenão se manifeste aos seus olhos nenhuma presençahumana, para que delas se apodere imensa angústia:como se o peso dos céu desabasse sobre a sua cabeça,como se dos horizontes se levantasse o anúnciodo fim do mundo.No entanto, haverá na terra verdadeira solidão?Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, porinfinitas formas da natureza e o nosso mundo particularnão está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios,de idéias, que impedem uma total solidão?Tudo é vivo e tudo fala em redor de nós, emboracom vida e voz que não são humanas, mas quepodemos aprender a escutar, porque muitas vezesessa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nossopróprio mistério. Como aquele sultão Mamude, queentendia a fala dos pássaros, podemos aplicar toda anossa sensibilidade a esse aparente vazio de solidão:e pouco a pouco nos sentiremos enriquecidos.In: Escolha o seu sonhoAssinale a(s) proposição(ões) correta(s), de acordocom o texto.01. Pelas marcas textuais da narração, nota-se queCecília Meireles “fala” exclusivamente de suaexperiência.02. O sentimento de desesperança perpassa todo otexto, com enfoque maior no segundo parágrafo.04. No primeiro parágrafo, a sintomatologia do “malda solidão” é apresentada apenas como o estarsozinho.08. Com o uso da forma interrogativa no segundoparágrafo, a autora sinaliza a articulação entreo mundo interior e o mundo exterior como algoantagônico à solidão.16. A tese, defendida pela autora, é a de que a verdadeirasolidão não existe.Some os números dos itens corretos.08.Ler ou não ler, eis a questãoNão existe estudo científico que comprove, mashá uma percepção disseminada sobre a geração atual:ela não gosta de ler. A constatação parte dos professores.Eles se queixam de que só com muito esforçoconseguem obrigar seus alunos a ler os clássicosda literatura. Um dos argumentos mais utilizados érecorrer à ameaça do vestibular. Os pais endossam apercepção de repulsa dos jovens pelos livros. Reclamamfreqüentemente que os filhos padecem de faltade concentração e, por isso, não são capazes de leras obras básicas para entender a matéria.Por que isso acontece? O que faz com que umageração leia e outra fuja dos livros? Há diversas explicações,mas todas acabam convergindo para ummesmo ponto.Quando as pessoas recebem a informação mastigada– na televisão, nos gibis, na internet –, acabamtendo preguiça de ler, um ato que exige esforço ereflexão. Os canais pelos quais o jovem se informanos dias de hoje são múltiplos. O livro é apenas umwww.cursinhoaovivo.com.br 42 Caderno de Atividades deles. E é o mais trabalhoso. Diante desse quadro, oseducadores são unânimes num ponto: as armas deestímulo à leitura precisam ser modernizadas.Vivian Whiteman. Veja Jovens.O principal argumento usado para justificar a poucaafinidade do jovem com a leitura de livros está contidona idéia de que:a) o vestibular é uma ameaça aos jovens.b) os jovens são desconcentrados.c) o jovem pertence a uma geração que foge doslivros.d) há meios mais facilitados de obter informações.e) a escola não consegue obrigar os alunos a ler.Texto para as questões de 9 a 11.As cousas do mundoNeste mundo é mais rico o que mais rapa:Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;Com sua língua, ao nobre o vil decepa:O velhaco maior sempre tem capa.Mostra o patife da nobreza o mapa:Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;Quem menos falar pode, mais increpa;Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.9. Fatec-SPFica claro, no poema anterior, que a principal crítica doautor à sociedade de sua época é feita por meio da:a) denúncia da proteção que o mundo de então davaàqueles que agiam de modo condenável, emborasob a capa das leis da Igreja.b) enumeração de certos tipos que, por seus comportamentos,revelam um roteiro que identifica erecomenda a ascensão social.c) elaboração de uma lista de atitudes que deviamser evitadas, por não condizerem com as práticasmorais encontradas na alta sociedade.d) comparação de valores e comportamentos da faixamais humilde daquela sociedade com os da faixamais nobre e aristocrática.e) caracterização de comportamentos que, emborasejam moralmente condenáveis, são dissimuladosem seus opostos.10. Fatec-SPEm “Para a tropa do trapo vazo a tripa”, pode-se constatarque o poeta teve grande cuidado com a seleçãoe disposição das palavras que compõem a sonoridadedo verso, para salientar certos fonemas que se repetem(principalmente os “pés” e os “tês”), utilizando, ao mesmotempo, palavras que se diferenciam por mudançasfonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa).Os recursos estilísticos empregados aí foram:a) personificação e alusão.b) paralelismo e comparação.c) aliteração e paronomásia.d) assonância e preterição.e) metáfora e metonímia.11. Fatec-SPDevido quer aos hábitos lingüísticos, quer às preferênciasliterárias de sua época, o autor vale-se de algumaspalavras e expressões que poderiam ser “traduzidas”para uma forma contemporânea e mais corrente. Assinalea alternativa em que aparece o equivalente desentido adequado ao contexto.a) […] ao nobre o vil decepa = o nobre corta o malpela raiz.b) […] é mais rico o que mais rapa = é tanto mais ricoaquele que rouba mais.c) Quem mais limpo se faz, tem mais carepa = quemmais se limpa, mais perde cabelos.d) O velhaco maior sempre tem capa = idosos têmmais necessidade de agasalho.e) A flor baixa se inculca por tulipa = a flor rasteirateima em crescer mais alto.Texto para as questões de 12 a 14.A violência habitual como forma de comportamentoou meio de vida ocorre no Brasil atravésde diversos tipos sociais, de que o mais conhecidoé o cangaceiro da região nordestina, devido acircunstâncias muitas vezes já comentadas. Maso valentão armado, atuando isoladamente ouem bando, é fenômeno geral em todas as áreasonde a pressão da lei não se faz sentir, e ondea ordem privada desempenha funções que emprincípio caberiam ao poder público.Como essas áreas são geralmente menos atingidaspela influência imediata da civilizaçãourbana, é natural que o regionalismo literário,que as descreve, tenha abordado desde cedoo jagunço e o bandido. Com efeito, o nossoregionalismo nasceu ligado à descrição datropelia, da violência grupal e individual,“normais” de certo modo nas sociedades rústicasdo passado.Antonio Candido12. Mackenzie-SPDe acordo com o primeiro parágrafo do texto:a) o uso da força bruta caracteriza o brasileiro, emespecial o habitante da região nordestina.b) a forma como o brasileiro age ou o que faz paraganhar a vida é conhecidamente representada pelocangaceiro.c) a impunidade e a omissão do Estado são fatoresrelevantes para a manifestação do banditismo.d) ações marginais decorrem da coerção da lei e derepasses que o governo faz, para o setor privado,de certas atividades pelas quais era responsável.e) embora a atuação de valentões seja fenômeno geralno Brasil, em princípio tanto a lei como o poderpúblico têm-se feito sentir, auxiliados inclusive pelaordem privada.www.cursinhoaovivo.com.br 43 Caderno de Atividades 13. Mackenzie-SPComo essas áreas são geralmente menos atingidaspela influência imediata da civilização urbana, é naturalque o regionalismo literário, que as descreve, tenhaabordado desde cedo o jagunço e o bandido.Assinale a alternativa correta sobre o fragmento anterior,extraído do texto.a) A oração inicial é parte da comparação estabelecidaentre o jagunço e o homem urbano.b) Ao utilizar a expressão é natural, o autor revelasubjetividade, pois enuncia um julgamento.c) A oração que o regionalismo literário tenha abordadodesde cedo o jagunço e o bandido é objetodireto da oração é natural.d) A forma verbal tenha abordado pode ser substituídapor abordara sem prejudicar o sentido original.e) Em civilização urbana, urbana tem valor de advérbio,assim como tranqüilo em Ele dorme tranqüilo.14. Mackenzie-SPO autor usa aspas em “normais” (linha 18, no texto):a) para acentuar que está empregando a palavradenotativamente, isto é, para que seja entendidacom o sentido de legais.b) para mostrar que essa caracterização abrangetropelia e violência grupal e individual.c) como recurso para indicar que usa o termo comcerta restrição, aspecto reforçado com a expressãode certo modo.d) como expediente para caracterizar as sociedadesrústicas do passado sem ferir o conceito geral deque nada tinham de normal.e) para denotar que o adjetivo está caracterizando aviolência grupal e a violência individual, não sendoextensivo a tropelia.15.RetratoEu não tinha este rosto de hoje,assim calmo, assim triste, assim magro,nem estes olhos tão vazios,nem o lábio amargo.Eu não tinha estas mãos sem força,tão paradas e frias e mortas;eu não tinha este coraçãoque nem se mostra.Eu não dei por esta mudança,tão simples, tão certa, tão fácil:– Em que espelho ficou perdidaa minha face?Cecília MeirelesEm relação ao texto de Cecília Meireles, marque a únicainterpretação correta.a) O título Retrato, dado pela poeta para esse poema,justifica-se porque o texto registra apenas impressõesfísicas.b) Os segmentos “olhos tão vazios” e “lábio amargo”são metáforas relativas a estados da alma do eupoético.c) A referência a um “coração que nem se mostra” (2aestrofe) remete à insensibilidade adquirida pelaspessoas no processo natural de envelhecimento.d) O termo “mudança” deveria estar no plural, poisé evidente que o eu poético se refere a todas asmudanças ocorridas ao longo da vida.e) A pergunta que encerra o poema significa que,envelhecida, a autora evita espelhos.16. Ufla-MGAmor I love youDeixa eu dizer que te amoDeixa eu pensar em vocêIsso me acalma me acolhe a almaIsso me ajuda a viverHoje contei pras paredesCoisas do meu coraçãoPasseei no tempoCaminhei nas horas. Mais do que passo a paixãoÉ um espelho sem razãoQuer amor fique aquiMeu peito agora disparaVivo em constante alegriaÉ o amor quem está aquiAmor I love youAmor I love youAmor I love youAmor I love youMarisa Monte/Carlinhos BrownDe acordo com o entendimento do texto e de algunsaspectos lingüísticos, as alternativas são corretas,exceto:a) No confronto de “dizer que te amo” com “pensarem você” mantém-se a uniformidade de tratamentona pessoa gramatical.b) A função da linguagem que predomina no texto éa conativa, pois o emissor dirige-se ao receptor.c) No texto, a linguagem é figurada; havendo predomíniode metáforas.d) Os versos “Vivo em constante alegria” e “É o amorquem está aqui” expressam, respectivamente,conseqüência e causa.e) A temática do texto é o amor, que se enfatizanos versos finais em um jogo que mistura duaslínguas.Os textos abaixo referem-se às questões 17 e 18.Texto 1Até o fimQuando eu nasci veio um anjo safadoO chato dum querubimE decretou que eu tava predestinadoA ser errado assimJá de saída a minha estrada entortouMas vou até o fim.Chico BuarqueTexto 2Poema de sete facesQuando nasci, um anjo tortodesses que vivem na sombradisse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.(...) Carlos D. de A.www.cursinhoaovivo.com.br 44 Caderno de Atividades 17. UFSCar-SPOs dois textos não só se assemelham com relação aotema de que tratam, como também à estruturação.a) Que tema é desenvolvido em ambos os textos?b) Qual a semelhança na estrutura entre eles? Dêum exemplo.18. UFSCar-SPO anjo é um elemento comum aos dois textos.a) De que forma são tratados os anjos nos textos?b) Nos versos de Chico Buarque, o querubim “decretou”;nos de Drummond, o anjo “disse”. Quala diferença desses verbos na caracterização doquerubim e do anjo?19. Fuvest-SPO que dói nem é a frase (Quem paga seu salário sou eu),mas a postura arrogante. Você fala e o aluno nem prestaatenção, como se você fosse uma empregada.Adaptado de entrevista dada por uma professora.Folha de S. Paulo, 03/06/01.a) A quem se refere o pronome você, tal como foiusado pela professora? Esse uso é próprio de quevariedade lingüística?b) No trecho como se você fosse uma empregada,fica pressuposto algum tipo de discriminaçãosocial? Justifique sua resposta.Textos para questões de 20 a 22.Texto IComo uma ondaNada do que foi seráDe novo do jeitoQue já foi um diaTudo passa, tudo sempre passaráA vida vem em ondasComo marNum indo e vindo infinitoTudo que se vê não éIgual ao que a gente viu há um segundoTudo muda o tempo todoNo mundoNão adianta fugirNem mentir pra si mesmoAgoraHá tanta vida lá foraAqui dentro sempreComo uma onda no marLulu Santos/Nelson MotaTexto IIComo nossos paisNão quero lhe falar, meu grande amorDas coisas que aprendi nos discosQuero lhe contar como eu viviE tudo o que aconteceu comigo(...)Minha dor é perceber queApesar de termos feito tudo que fizemosAinda somos os mesmos e vivemosComo nossos paisNossos ídolos ainda são os mesmosE as aparências não enganam não(...)199PV2D-07-POR-14Minha dor é perceber queApesar de termos feito tudo que fizemosAinda somos os mesmos e vivemosComo nossos paisAntônio Carlos BelchiorTexto IIIBalada do amor através das idadesEu te gosto, você me gostadesde tempos imemoriais.Eu era grego, você troiana,troiana mas não Helena.Saí do cavalo de paupara matar seu irmão.Matei, brigamos, morremos.(...)Hoje sou moço moderno,remo, pulo, danço, boxo,tenho dinheiro no banco.Você é uma loura notável,boxa, dança, pula, rema.Seu pai é que não faz gosto.Mas depois de mil peripécias,eu, herói da Paramount,te abraço, beijo e casamos.Drummond, Carlos. Alguma poesia, 1930.20. UFRJOs textos I e II abordam a questão da mudança a partirde diferentes perspectivas. De que maneira é tratadaa mudança em cada um desses textos?21. UFRJA norma culta não prevê o emprego dos pronomes talcomo aparecem no texto III. Levando em consideraçãoa proposta de linguagem do movimento literário emque o poema se insere, justifique o uso dos pronomesno primeiro verso.22. UFRJIdentifique e explicite, no texto III, 2 (dois) usos lingüísticosque caracterizem a evolução cronológica ocorridada primeira para a última estrofe do poema.As questões de 23 a 25 referem-se ao texto“Língua”, de Caetano Veloso.Gosto de sentir a minha língua roçarA língua de Luís de CamõesGosto de ser e de estarE quero me dedicarA criar confusões de prosódiaE uma profusão de paródiasQue encurtem doresE furtem cores como camaleõesGosto do Pessoa na pessoaDa rosa no RosaE sei que a poesia está para a prosaAssim como o amor está para a amizadewww.cursinhoaovivo.com.br 45 Caderno de Atividades E quem há de negar que esta lhe é superior?E deixa os portugais morrerem à míngua“Minha pátria é minha língua”Fala, Mangueira!Flor do Lácio, SambódromoLusamérica, latim em póO que querO que podeEsta língua?(...)23. ITA-SPA idéia central é que:a) a língua portuguesa está repleta de dificuldades,principalmente prosódias e paródias, para osfalantes brasileiros.b) autores de língua portuguesa, como FernandoPessoa, Guimarães Rosa e Camões, têm estilosdiferentes.c) a pátria dos falantes é a língua, superando asfronteiras geopolíticas.d) na língua portuguesa, é fundamental a associaçãode palavras para criar efeitos sonoros.e) a escola de samba Mangueira é uma legítimarepresentante dos falantes da língua portuguesa.24. ITA-SPCaetano Veloso, em determinado ponto do texto,refere-se à Língua Portuguesa de modo geral, semconsiderar as peculiaridades relativas ao uso do idiomano Brasil e em Portugal. Para fazer tal referência,utiliza-se da seguinte expressão:a) língua de Luís de Camões.b) Lusamérica.c) minha língua.d) Flor do Lácio.e) latim em pó.25. ITA-SPNo texto, Caetano Veloso fala de “paródias”. Em qualdas alternativas a seguir o segundo texto não parodiao primeiro?a) Penso, logo existo. /Penso, logo desisto.b) Quem vê cara não vê coração. /Quem vê cara nãovê Aids.c) Nunca deixe para amanhã o que pode fazer hoje. /Nunca deixe para amanhã o que pode fazer depoisde amanhã.d) Em terra de cego, quem tem um olho é rei. /Emterra de cego, quem tem um olho não abre cinema.e) Antes só do que mal acompanhado /Antes malacompanhado do que só.Texto para as questões 26 e 27. Leia atentamente o trecho de texto abaixo, retirado de uma publicação de circulação semanal:Código virtualA linguagem dos chats não é tão absurda quanto parece, desde que seja usada na hora e no lugar certoPara a geração que cresceu em frente ao computador,escrever por códigos é tão natural quanto falar. Abre-viações como vc (você) e pq (porque) são usadas de-zenas de vezes enquanto os internautas batem papo.As abreviações assustam os puristas do idioma. E atéentre os viciados em internet há quem abomine esselinguajar. Um grupo de fóruns PCs, uma comunidadede discussão virtual, lançou a campanha Eu sei es-crever, a fifi m de moralizar a língua portuguesa. A turmatem uma comunidade no Orkut destinada a combater oque ela chama de “analfabetismo virtual”(...).26. UFRRO teor do enunciado contido no subtítulo do texto re-produzido anteriormente está corretamente apontado em qual das alternativas abaixo? a) Admite de modo irrestrito o uso de abreviações. b) Combate veementemente o uso de abreviações. c) É neutro quanto ao uso de abreviações. d) Admite o uso contextualizado de abreviações. e) Nega a existência do uso de abreviações. 27. UFRRConsiderando a estrutura, o modo de organização da linguagem e o conteúdo expresso, o gênero do texto anterior está corretamente classififi cado na alternativa: a) poético d) narrativo b) informativo e) descritivo c) fifilosófifico 28. UEL-PRLíquido que não respinga1 O segredo para espalhar água num mergulho é a pressão atmosférica. Quando uma gota normal-mente cai sobre uma superfície, ela se espalha em uma poça ondulada que se parte em respingos.5 Buscando controlar a ação, físicos da Universidade de Chicago liberaram gotas de álcool em uma câmara de vácuo sobre uma superfície de vidro lisa e seca e gravaram os resultados com uma câmera que fotografa 47 mil quadros por segundo.10 Com cerca de um sexto da pressão atmosférica normal, o respingo praticamente desapareceu; as gotas simplesmente se dissolviam sem ondulações visíveis. Os pesquisadores suspeitam que as gotas respingam porque 15 a pressão do gás as desestabiliza. A descoberta, apresentada na reunião de março da Sociedade Americana de Física, poderia ajudar a controlar o respingo em combustíveis e impressoras a tinta.Ao tentar controlar a queda de uma gota sobre uma superfície, os pesquisadores observaram que:a) o respingo praticamente desaparece quando a pressão atmosférica se aproxima de um sexto da normal.www.cursinhoaovivo.com.br 46 Caderno de Atividades b) a gravação com uma câmera fotográfifica de 47 mil quadros capta a quantidade de respingos.c) a descoberta soluciona o problema do respingo em combustíveis e impressoras a tinta.d) a pressão atmosférica é alterada pela liberação de gotas de álcool em uma superfície.e) a gota se espalha em forma de uma poça ondulada que se parte em múltiplos respingos.29. UniCOC-SPAs tirinhas fazem uso da união harmônica entre linguagem verbal e linguagem não verbal. Por meio dessa junção, os desenhistas conseguem o humor característico desse estilo. A partir dessa afifirmação e da análise das tiras a seguir, da autoria de Fernando Gonsales, assinale o que for correto.a) As palavras “barata” (3º quadrinho) e “prende” foram empregadas em sentido ambíguo.b) Em histórias curtas como essas, o uso intenso de verbos agiliza a ação, tanto que todos os quadri-nhos que têm fala de personagens apresentam explicitamente alguma forma verbal.c) Fica evidente a semelhança entre a personagem ra-bugenta da primeira tira e o homem da segunda.d) O humor das duas tirinhas só se evidencia pela presença de uma baratinha letrada e viciada em naftalina.e) Nas duas tiras, as imagens são dispensáveis para o entendimento do texto.Texto para as questões de 30 a 33.Você quer um som de cinema e uma imagem de altaresolução na sala da sua casa, mas não tem idéiacom quem falar, onde procurar ou quanto vai gastar?Muitos já viram esse fifilme, mas poucos sabem comoele termina. O desfecho dessa misteriosa trama é muitomais simples do que parece. Você vai acompanhar apartir dessa semana, na revista Época, uma série quevai mostrar tudo que você sempre quis saber sobreHome Theater® mas não tinha pra quem perguntar.Sem mistério, sem drama. E com muita ação, fantasia,romance... Enfifim, um fifinal feliz para as suas dúvidasmais clássicas.Revista Época30. Mackenzie-SPO texto:a) esclarece dúvidas do leitor sobre aquisição e usode um eletrodoméstico.b) promove apenas a série informativa a ser publicadapela revista.c) divulga um produto eletrônico novo e desconhecidono mercado nacional.d) ressalta, simultaneamente, os predicados de doisprodutos.e) sugere, em linguagem científifica, a excelência dasérie a ser publicada.31. Mackenzie-SPDepreende-se do texto que:a) o Home Theater tem como principal atrativo o bai-xo custo, apesar de oferecer outras vantagens.b) o Home Theater é um produto popular, cujascaracterísticas técnicas são sufificientemente co-nhecidas.c) nunca houve difificuldade nem para obter informa-ções, nem para ter em casa um Home Theater.d) a série terá como uma de suas funções a tarefa deindicar programas de qualidade na TV a cabo.e) a série fornecerá ao leitor informações sobre oHome Theater, como, por exemplo, preço e locaisde venda.32. Mackenzie-SPSobre a linguagem utilizada no texto, é correto afifirmarque:a) é informal em excesso, considerada a sofifisticaçãoatribuída no texto aos produtos anunciados.b) recorre a gírias para tratar do Home Theater e àlinguagem padrão para tratar da série – usos queexplicitam, respectivamente, o caráter lúdico einformativo dos produtos.c) é caracterizada pelo recurso a termos científificos,que traçam um perfifil de alta qualidade para o HomeTheater.d) explora a ambigüidade de alguns termos paravincular os produtos anunciados a emoções cine-matográfificas e à comodidade do telespectador.e) está plenamente adequada às regras gramati-cais, o que comprova a estrutura dissertativa dotexto.33. Mackenzie-SPConsidere as seguintes afifirmações.I. Em “som de cinema”, tem-se uma caracterizaçãode som baseada em uma comparação implícita.II. “Querer” e “ter”, usados no presente e no pas-sado, ajudam a veicular o conteúdo de que osproblemas do receptor terminaram.III. As formas “vai gastar” e “vai acompanhar” expli-citam incerteza do emissor em relação a essasações do receptor do texto.Assinale:a) se apenas a afifirmação I estiver correta.b) se apenas as afifirmações I e II estiverem corretas.c) se apenas as afifirmações II e III estiverem corretas.d) se apenas as afifirmações I e III estiverem corretas.e) se apenas a afifirmação III estiver correta.www.cursinhoaovivo.com.br 47 Caderno de Atividades 34. Fuvest-SPEstas duas estrofes encontram-se em O samba daminha terra, de Dorival Caymmi:Quem não gosta de sambabom sujeito não é,é ruim da cabeçaou doente do pé.Eu nasci com o samba,no samba me criei,do danado do sambanunca me separei.a) Reescreva a primeira estrofe, iniciando-a com afrase afifirmativa “Quem gosta de samba” e fazendoas adaptações necessárias para que se mantenhaa coerência do pensamento de Caymmi. Nãoutilize formas negativas.b) Reescreva os dois primeiros versos da segundaestrofe, substituindo as formas nasci e me criei,respectivamente, pelas formas verbais corres-pondentes de provir e conviver e fazendo asalterações necessárias.Texto para as questões 35 e 36.BrasilSeu destino é crescer– Nosso turismo já é um produto de exportaçãocom prestígio no mundo inteiro.– Antes, para o resto do mundo, éramos apenaso país do Carnaval e do futebol. Isso há muitos anos.Agora é diferente, agora o país tem rumo. Com o PNMT– Programa Nacional de Municipalização do Turismo –,mais de 1.200 cidades turísticas estão sendo preparadaspara que se tornem melhores para os turistas e paraquem vive nelas. Treinamos e capacitamos mais de 500mil profifissionais, nas diversas áreas ligadas ao turismoem todo o Brasil. Leis do tempo do Império foram atuali-zadas, abrindo novos horizontes, principalmente para oturismo marítimo. Só em 2001 tivemos 30 dos maiorestransatlânticos do mundo navegando pelo nosso litoral.Com o cenário brasileiro modernizado e mais atraente, de2 milhões passamos para 5 milhões de turistas estrangei-ros recebidos anualmente. O turismo traz os benefíciosde um maravilhoso produto de exportação, ajudando acombater nossas difificuldades sociais com a geração demais emprego, mais renda e divisas para o país.Consulte seu agente de viagens.Embratur, Ministério do Esporte e Turismo, Governo do Brasil.35. UFPEO texto, apesar de ser publicitário, reafifirma a idéiaexpressa nos seguintes versos:1. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, oshomens presentes.Drummond2. Ser brasileiro me determina de modo emocionantee, nisto que posso chamar de destino, (...) descan-sa meu bem querer.Adélia Prado3. que o entusiasmo conserve vivas suas molase possa enfifim o ferrocomer a ferrugem,o sim comer o não.João C. Melo Neto4. quem sabe faz a hora, não espera acontecer.Geraldo Vandré5. Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.Fernando PessoaEstão corretas apenas:a) 3, 4 e 5. d) 1, 4 e 5.b) 1, 2 e 4. e) 1, 2 e 3.c) 2, 3 e 5.36. UFPEAnalisando as informações apresentadas no texto e aforma como estão organizadas, podemos afifirmar que:1. o texto começa por estabelecer uma oposiçãoentre diferentes momentos da história do turismono Brasil.2. o discurso predominante é visivelmente triunfalistae pretende ser altamente convincente.3. na concepção do autor do texto, o Carnaval e ofutebol possibilitaram novos rumos para o incre-mento da economia brasileira.4. o vocábulo ‘turismo’ e outros seus cognatosocorrem várias vezes e, assim, marcam o tópicoprincipal que dá unidade ao texto.5. a voz que fala pelo texto se expressa na primeirapessoa do plural, do início ao fifim, embora nãoapareçam as marcas explícitas do pronomepessoal.Estão corretas apenas:a) 1, 2, 3 e 5. d) 3 e 4.b) 1, 2, 4 e 5. e) 1 e 2.c) 2, 3, 4 e 5.Texto para as questões de 37 a 40.— Mandaram ler este livro… Se o tal livro forfraquinho, o desprazer pode signifificar um precipitadomas decisivo adeus à literatura; se for estimulante,outros virão sem o peso da obrigação.As experiências com que o leitor se identifificanão são necessariamente as mais familiares, mas asque mostram o quanto é vivo um repertório de novasquestões. Uma leitura proveitosa leva à convicçãode que as palavras podem constituir um movimentoprofundamente revelador do próximo, do mundo,de nós mesmos. Tal convicção faz caminhar parauma outra, mais ampla, que um antigo pensadorromano assim formulou: Nada do que é humanome é alheio.Cláudio Ferraretti, inédito37. Fuvest-SPDe acordo com o texto, a identifificação do leitor com oque lê ocorre sobretudo quando:a) ele sabe reconhecer na obra o valor consagradopela tradição da crítica literária.b) ele já conhece, com alguma intimidade, as expe-riências representadas numa obra.www.cursinhoaovivo.com.br 48 Caderno de Atividades c) a obra expressa, em fórmulas sintéticas, a sabe-doria dos antigos humanistas.d) a obra o introduz num campo de questões cujavitalidade ele pode reconhecer.e) a obra expressa convicções tão verdadeiras quese furtam à discussão.38. Fuvest-SPO sentido da frase Nada do que é humano me é alheioé equivalente ao desta outra construção:a) O que não diz respeito ao Homem não deixa deme interessar.b) Tudo o que se refere ao Homem diz respeito a mim.c) Como sou humano, não me alheio a nada.d) Para ser humano, mantenho interesse por tudo.e) A nada me sinto alheio que não seja humano.39. Fuvest-SPDe acordo com o texto, a convicção despertada poruma leitura proveitosa é, precisamente, a de que:a) sempre existe a possibilidade de as palavras seremprofundamente reveladoras.b) as palavras constituem sempre um movimento deprofunda revelação.c) é muito fácil encontrar palavras que sejam profun-damente reveladoras.d) as palavras sempre caminham na direção do outro,do mundo, de cada um de nós.e) nenhuma palavra será viva se não provocar oimediato prazer do leitor.40. Fuvest-SPMantém-se o sentido da frase “se for estimulante” em:a) conquanto seja estimulante.b) desde que seja estimulante.c) ainda que seja estimulante.d) porquanto é estimulante.e) posto que é estimulanteTexto referente às questões de 41 a 45.Há um momento em que o homem maduro deixade ser um membro ativo da sociedade, deixa de serum propulsor da vida presente do seu grupo; nestemomento de velhice social resta-lhe, no entanto, umafunção própria: a de lembrar. A de ser a memória dafamília, do grupo, da instituição, da sociedade:“Nas tribos primitivas, os velhos são os guardiãesdas tradições, não só porque eles as receberam maiscedo que os outros, mas também por que só eles dis-põem do lazer necessário para fifixar seus pormenoresao longo de conversações com os outros velhos, e paraensiná-los aos jovens a partir da iniciação. Em nossassociedades também estimamos um velho porque, ten-do vivido muito tempo, ele tem muita experiência e estácarregado de lembranças. Como, então, os homensidosos não se interessariam apaixonadamente poreste passado, tesouro comum de que se constituíramdepositários, e não se esforçariam por preencher, emplena consciência, a função que lhes confere o únicoprestígio que possam pretender daí em diante?”Ecléa Bosi41. Mackenzie-SPNo contexto, o emprego de no entanto (linha 4) justi-fifica-se porque:a) o comentário feito anteriormente sobre a velhicesocial (linhas de 1 a 4) pode implicar a idéia defalta de sentido para a vida do idoso.b) o homem maduro citado anteriormente tem funçãoque se defifine por oposição ao homem velho.c) a sociedade divide seus membros entre sujeitosativos e não-ativos e condiciona a velhice a umcomportamento inativo.d) a velhice social é considerada um momento devida em que o homem nada mais deseja, nemmais atua sobre seu meio.e) o ato de lembrar é visto como elemento alternativodiscutível para que o idoso continue a fazer parteda sociedade.42. Mackenzie-SPNas tribos primitivas, os velhos são os guardiães dastradições, não só porque eles as receberam maiscedo que os outros mas também por que só elesdispõem do lazer necessário para seus porme-nores ao longo de conversações com os outros velhos,e para ensiná-los aos jovens a partir da iniciação.Considere as seguintes afifirmações sobre o fragmentoanterior, retirado do texto.I. Os fatos citados nas orações em negrito são apre-sentados como causas igualmente importantesde os velhos serem considerados guardiães dastradições. II. O lazer referido é considerado condição paraduas atividades: pormenores das tradiçõese ensiná-los aos jovens.III. O uso de só em só eles dispõem denota caráterexclusivo, o que reforça a idéia de que, na velhicesocial, o homem maduro tem uma função própria.Assinale:a) se todas estiverem corretas.b) se nenhuma estiver correta.c) se apenas I e II estiverem corretas.d) se apenas I e III estiverem corretas.e) se apenas II e III estiverem corretas.43. Mackenzie-SPConsiderando o contexto, a frase a função que lhes con-fere o único prestígio que possam pretender daí em diante(linhas 19 a 20) está corretamente entendida em:a) o tipo de atuação profifissional que a eles é concedi-do como forma única de reconhecimento do mérito,que, daí em diante, nunca lhes será negado.b) a espécie de tarefa que dá a eles o reconhecimentoque não podem esperar obter de nenhuma outraforma daí em diante.c) a função inflfluente que pretendem desempenhar demaneira efificaz e única para obter cada vez maisprestígio, daí em diante.d) a obrigação que lhes é oferecida pelo prestígio de quegozam e que, daí em diante, será sempre único.www.cursinhoaovivo.com.br 49 Caderno de Atividades e) o cargo de prestígio que receberam, sem necessi-dade, daí em diante, de pretender outras funções.44. Mackenzie-SPEstá corretamente traduzida, considerando-se o con-texto, a seguinte expressão do texto:a) velhice social (linha 4) = idade em que a debilidadefísica isola o indivíduo da prática social.b) propulsor da vida presente do seu grupo (linha 3) =crítico lúcido do grupo e do momento em que vive.c) resta-lhe uma função própria (linhas 4 e 5) = é-lheoferecida, como consolação, uma atividade demenor importância.d) lazer necessário para fifixar seus pormenores (linha10) = tempo disponível essencial para que osdetalhes sejam memorizados.e) ao longo de conversações com os outros velhos(linha 11) = se há oportunidade de longamenteexpor seus pontos de vista aos contemporâneos.45. Mackenzie-SPComo, então, os homens idosos não se interessa-riam apaixonadamente por esse passado, tesourocomum de que se constituíram depositários, e não seesforçariam por preencher, em plena consciência, afunção que lhes confere o único prestígio que possampretender daí em diante?Assinale a afifirmação correta sobre o período acima,retirado do texto.a) Esse, em esse passado, refere-se à parcela dotempo vivido que não tem valor para a vida dacoletividade.b) Tesouro comum de que se constituíram depositá-rios equivale a: tesouro comum de que os homensidosos, na qualidade de guardiães, não podemusufruir.c) O que destacado no texto refere-se a os homensidosos.d) A indagação é estratégia para enfatizar como sãoóbvias as razões para os velhos se interessaremtanto pelo passado e tanto desejarem mantê-lovivo pela memória.e) Em não se esforçariam, é preferível, de acordo coma norma culta, a ênclise do pronome oblíquo.Textos para as questões 46 e 47.A solidão e sua portaQuando mais nada resistir que valhaa pena de viver e a dor de amare quando nada mais interessar,(nem o torpor do sono que se espalha)Quando, pelo desuso da navalhaa barba livremente caminhare até Deus em silêncio se afastardeixando-te sozinho na batalhaa arquitetar na sombra a despedidado mundo que te foi contraditóriolembra-te que afifinal te resta a vidacom tudo que é insolvente e provisórioe de que ainda tens uma saída;entrar no acaso e amar o transitórioCarlos Pena Filho. Antologia Didática de Poetas Pernambucannos 46. UFPENa simbologia do poema e sob a forma estética de suacomposição, o poeta nos propõe como idéia central asseguintes alternativas.( ) O valor da vida, mesmo transitória, está acima dequalquer vicissitude.( ) Os princípios que regem o mundo são contraditó-rios e efêmeros.( ) A intervenção divina, mesmo em silêncio, compa-rece para apaziguar a luta do homem frente à suasolidão.( ) Até as angústias extremas podem ser suavizadaspela lembrança de que a vida ainda perdura.( ) Os momentos de infelicidade são obra do acaso eda transitoriedade do amor.47. UFPEAnalisando a construção do poema, podemos afifirmarque:( ) nos dez primeiros versos, o poeta enumera ascircunstâncias em que se instauram os aspectossombrios da vida humana.( ) nos quatro últimos versos, o poeta apresenta oscaminhos de uma reação positiva à desconstruçãohumana implícita nos dez primeiros versos.( ) o título do poema resume a idéia de que existesaída para as aflflições do ser humano.( ) no oitavo, nono e décimo versos, o poeta sugereque o homem, obscura e solitariamente, se entregaà espera da morte.( ) o último verso acena com a idéia de que a portade saída da solidão é a renúncia ao que estáracionalmente aceito.48. PUC-SPLeia atentamente os textos abaixo.Texto 1Massa diz que realizou um sonhoao ser pole em InterlagosQuinto brasileiro a conquistar uma pole no GP do Brasilde Fórmula 1 -repetindo Emerson Fittipaldi, NelsonPiquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichello -, FelipeMassa afifirmou neste sábado que realizou um sonhoem sua carreira ao garantir a primeira posição do gridde largada da corrida em Interlagos e ouvir o seu nomeser gritado pelo público que lotou o autódromo.Milton Pazzi Jr. (www.estadao.com.br -acessado em 21 out. 2006.)www.cursinhoaovivo.com.br 50 Interpretação de Texto Texto 2 Felipe Massa crava a pole position do Grande Prêmio do Brasil O brasileiro Felipe Massa confirmou o favoritismo e conquistou a pole position do Grande Prêmio do Brasil, última etapa da temporada 2006 da Fórmula 1. Forte desde os treinos livres da sexta-feira, ele assumiu a primeira posição com o tempo de 1min10s842. (http://esporte.uol.com.br -acessado em 21 out. 2006.) Os dois textos referem-se ao mesmo tema: a primeira posição na largada do Grande Prêmio de Fórmula 1 do Brasil, conquistada por Felipe Massa, jovem piloto brasileiiro Acerca do modo como aparece no texto o aspecto pessoal, emocional e subjetivo, pode-se afirmar que: a) ambos são isentos de subjetividade, como deve ser todo texto jornalístico que prima sempre pela objetividade para que tenha maior credibilidade. b) o primeiro texto é mais subjetivo, porque se refere ao sonho e às sensações de Felipe Massa, além de compaarálo a outros ídolos do automobilismo brasileiro. c) o segundo é mais subjetivo, porque indica precisaament que se trata de uma etapa específica da competição e porque indica o tempo exato da melhor volta de Felipe Massa. d) o primeiro é mais subjetivo, porque indica com precisão não só o dia em que Felipe Massa fez a afirmação, como também se refere precisamente à “primeira posição”. e) o segundo é mais subjetivo, porque em seu título apresenta de modo completo tanto o nome Felipe Massa quanto o nome Grande Prêmio do Brasil. 49. Unicap-PE Criminosos são versáteis. O sujeito que assalta, seqüestra ou rouba banco também avança sinal, leva seu cachorro à praia cheia ou incomoda os vizinhos com decibéis acima do permitido – garante, em entrevista à revista Veja, o especialista em criminologia John Laub. É claro que a recíproca não é verdadeira. (...) O que essa corrente de sociólogos sustenta é que, se os pequenos delitos forem coibidos, os grandes diminuem. A tal história da tolerância zero. Atitude que, no fundo, se baseia na recusa da sociedade em ser complacente e dar seu aval a quem não respeita a legislação. Em não endossar o comportamento anticivilizado dessa gente que age de tal forma que é como se estivesse mandando que os outros se danem. Em não transigir com o princípio democrático de que a lei é para todos e ninguém está acima dela. O que permite que os homens possam viver em sociedade é um acordo tácito, um pacto determinando que o direito de um termina onde começa o do outro. Sem exceções. Para que isso fique bem claro, fazem-se as leis e seguem-se costumes que devem ser respeitadoos E se estabelecem sanções para quem não cumprir essas normas. No fundo, é isso. E é bem simples. Se as normas podem ser quebradas sem que se sofra qualquer sanção, elas deixam de valer. Nesse ponto, instala-se o “salve-se quem puder”. Ou a sobrevivência do mais forte – outro nome para a lei da selva. Ana Maria Machado. Revista Educação, junho/2002. Julgue (V ou F) os itens. ( ) Como acontece em qualquer texto argumentativo, a autora defende uma tese muito clara: uma correent de sociólogos sustenta que os criminosos são versáteis e cometem impunemente grandes e pequenos delitos. ( ) A argumentação da autora se baseia no seguinte pressuposto: não coibir os pequenos delitos é incentivar os grandes. ( ) Citar uma autoridade no assunto tem grande força argumentativa, pois confere maior credibilidade ao que a autora afirma. ( ) Alguns dos argumentos utilizados no texto são pautados no consenso: “a lei é para todos”, “ninguué está acima da lei”, “o direito de um termina onde começa o do outro”. ( ) O quarto período do texto foi suprimido. Sem prejuddica a coerência, poderia ser substituído por: nem sempre os grandes delinqüentes cometem pequenos delitos. 50. Ufla-MG O Relógio Cassiano Ricardo Diante de coisa tão doída Conservemo-nos serenos. Cada minuto de vida nunca é mais, é sempre menos. Ser é apenas uma face do não ser, e não do ser. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. Com base no significado do poema, coloque falso (F) ou verdadeiro (V) nas proposições e, a seguir, marque a alternativa correta. ( ) O poeta aconselha-nos a lutar pela sobrevivênciia ( ) O relógio simboliza a efemeridade de nossa existência. ( ) Há uma antítese nos versos “Desde o instante em que se nasce/já se começa a morrer”. ( ) Em todo o poema há uma lembrança constante da morte inevitável. ( ) No poema, o relógio é um antagonista do temppo a) F, V, V, V, V b) F, V, V, F, V c) V, F, V, V, V d) F, V, F, F, V e) V, F, F, V, Vwww.cursinhoaovivo.com.br 51 Interpretação de Texto Texto para as questões de 51 a 55.Os programas de lazer oferecidos pelo Sescprivilegiam a confraternização entre as pessoas e sãonorteados pelo princípio da democratização. O Sescconta com uma ampla variedade de atividades recrea-tivas e de lazer para crianças, jovens, adultos e idosos.Em todas essas atividades estão sempre presentes aintegração de idéias, o convívio com a diferença e adescoberta de novos limites e possibilidades. E agora,com a inauguração do Sesc Pinheiros, muito maispessoas têm acesso a tudo isso. São 36 mil metrosquadrados de área que reúnem ginásios poliesportivos,piscinas, Internet, ofificinas de arte. E mais: teatro com1.000 lugares, auditório, clínica odontológica e a Come-doria Sesc, um espaço de encontro e celebração parao ato de comer de uma forma saudável e agradável.O Sesc Pinheiros é o lugar onde todos se en-contram com o lazer, a cultura, o esporte e a saúde.51. Mackenzie-SPDe acordo com o texto, é correto afifirmar quea) o Sesc, tradicionalmente, restringe suas atividadesà área esportiva.b) teatro espaçoso, auditório, clínica odontológica ecomedoria são áreas freqüentemente encontradasem espaços dedicados ao lazer e à cultura.c) atividades de lazer e recreação propiciam o esta-belecimento de contatos e a percepção de novosdesafifios.d) a instituição atendia a pouquíssimas pessoas antesda inauguração da unidade Pinheiros.e) no teatro, no auditório e na comedoria, pode-secomer de forma saudável e agradável.52. Mackenzie-SPConsidere as seguintes afifirmações.I. Palavras como confraternização, democratização,integração, convívio ajudam a construir a idéia deque o lugar abriga diferentes grupos.II. As palavras crianças, jovens, adultos, idosos, todosreforçam a idéia de que a programação do Sesc édiversifificada.III. A palavra celebração (linha 14) indica que a come-doria é um lugar também destinado à realizaçãode eventos religiosos.Assinale:a) se apenas I e II estiverem corretas.b) se apenas II e III estiverem corretas.c) se apenas I estiver correta.d) se apenas II estiver correta.e) se I, II e III estiverem corretas.53. Mackenzie-SPSobre a descrição do Sesc Pinheiros (linhas 10 a 15),diz-se, com correção, que:a) apresenta grande detalhamento do aspecto esté-tico das áreas mencionadas.b) é apresentada em ordem rigorosamente inversa à dostermos que, no fifinal do texto, nos remetem à utilizaçãopossível do local ( lazer, cultura, esporte e saúde).c) se restringe ao espaço físico e às atividadesatlético-desportivas que nele podem ser desen-volvidas.d) associa a grandiosidade do espaço físico aosbenefícios que podem advir de sua utilização.e) expõe, em detalhes, a função social de cada um dosespaços em que se subdivide a nova unidade.54. Mackenzie-SPAssinale a alternativa correta.a) ampla variedade (linha 04) é um pleonasmovicioso, já que o signifificado das duas palavras éo mesmo.b) Em o lugar onde todos se encontram (linhas 16e 17), o artigo e o pronome destacam o caráterparticularmente democrático da instituição.c) pelo Sesc (linha 01) e pelo princípio (linha 03)desempenham diferentes funções sintáticas.d) sempre (linha 06) e agora (linha 08) são índicesda contradição entre os serviços democráticos dopassado e as atividades elitistas programadas parao novo Sesc.e) Na linha 12, o substantivo piscina é o único nãoacompanhado de adjunto.55. Mackenzie-SPComedoria n.f. [Abstrato de ação] refeição lauta efestiva; comezaria:Natal não é pretexto para festas, bebedeiras, vendase comedorias; levando-o para sua casa, para ascomedorias judaicas. O verbete acima foi extraídodo Dicionário de usos do português do Brasil, deFrancisco da Silva Borba e colaboradores.É correto afifirmar que a palavra comedoria, no textosobre o Sesc,a) exemplififica um dos usos do termo previstos pelodicionário.b) é empregada no gênero masculino, contradizendoa orientação do dicionário.c) difere da palavra defifinida pelo dicionário na medidaem que se refere às refeições saudáveis e não àsfestivas.d) apresenta raiz diferente daquela que encontramosem comezaria.e) equivale a “restaurante” – sentido ausente do ver-bete – e permite supor que o espaço seja diferente,original.www.cursinhoaovivo.com.br 52 Interpretação de Texto As questões de 56 a 62 referem-se aos doistextos seguintes.Texto 1Ilusão universitáriaHouve um tempo em que, ao ser admitido numafaculdade de direito, um jovem via seu futuro pratica-mente assegurado, como advogado, juiz ou promotorpúblico. A situação, como se sabe, é hoje bastante di-versa. Mudaram a universidade, o mercado de trabalhoe os estudantes, muitos dos quais inadvertidamentecompram a ilusão de que o diploma é condição neces-sária e sufificiente para o sucesso profifissional.A proliferação dos cursos universitários nos anos90 e 2000 é a um só tempo sintoma e causa dessasmudanças. Um mercado de trabalho cada vez maisexigente passou a cobrar maior titulação dos jovensprofifissionais. Com isso, aumentou a oferta de cursose caiu a qualidade.O fenômeno da multiplicação das faculdades edo declínio da qualidade acadêmica foi especialmenteintenso no campo do direito. Trata-se, afifinal, de umacarreira de prestígio, cujo ensino é barato. Não exigemuito mais do que o professor, livros, uma lousa e ocilindro de giz.Existem hoje 762 cursos jurídicos no país. Em1993, eles eram 183. A OAB (Ordem dos Advogadosdo Brasil) acaba de divulgar a lista das faculdadesrecomendadas. Das 215 avaliadas, apenas 60 (28%)receberam o “nihil obstat”. A ordem levou em contaconceitos do provão e os resultados de seu próprioexame de credenciamento de bacharéis.A verdade é que nenhum país do mundo éconstituído apenas por advogados, médicos e enge-nheiros. Apenas uma elite chega a formar-se nessescursos. No Brasil, contudo, criou-se a ilusão de quea faculdade abre todas as portas. Assim, alunos semqualifificação acadêmica para seguir essas carreiraspagam para obter diplomas que não lhes serão degrande valia. É mais sensato limitar os cursos e zelarpor sua excelência, evitando paliativos como o exameda ordem, que é hoje absolutamente necessário paraproteger o cidadão de advogados incompetentes -oque só confifirma as graves defificiências do sistemaeducacional.Folha de S.PauloTexto 2A Universidade é só o começoNa última década, a universidade viveu umaespécie de milagre da multiplicação dos diplomas. Onúmero de graduados cresceu de 225 mil no fifinal dosanos 80 para 325 mil no levantamento mais recentedo Ministério da Educação em 2000.A entrada no mercado de trabalho dessecontingente, porém, não vem sendo propriamentetriunfal como uma festa de formatura. Engenheiros eeducadores, professores e administradores, escritorese sobretudo empresários têm sussurrado uma frasenos ouvidos dessas centenas de milhares de novosgraduados: “O diploma está nu”.Passaporte tranqüilo para o emprego na décadade 80, o certifificado superior vem sendo exigido comcada vez mais vistos.Considerado um dos principais pensadores daeducação no país, o economista Cláudio de MouraCastro sintetiza a relação atual do diploma com omercado de trabalho em uma frase: “Ele é necessário,mas não sufificiente”. O raciocínio é simples. Com oaumento do número de graduados no mercado, quemnão tem um certifificado já começa em desvantagem.Conselheiro-chefe de educação do Banco In-teramericano de Desenvolvimento durante anos, elecompara o sem-diploma a alguém “em um mato semcachorro no qual os outros usam armas automáticase você um tacape”. Por outro lado, o economista-edu-cador diz que ter um fuzil, seja lá qual for, não garantetanta vantagem assim nessa flfloresta.Para Robert Wong, o diagnóstico é semelhante.Só muda a metáfora. Principal executivo na Américado Sul da Korn/Ferry International, maior empresade recrutamento de altos executivos do mundo, eleequipará a formação acadêmica com a potência domotor de um carro.Equilibrados demais acessórios, igualado o pre-ço, o motor pode desempatar a escolha do consumidor.“Tudo sendo igual, a escolaridade faz a diferença.”Mas assim como Moura Castro, o head hunterdefende a idéia de que um motor turbinado não abreautomaticamente as portas do mercado. Wong contaque no mesmo dia da entrevista à Folha [Jornal Folhade S. Paulo] trabalhava na seleção de um executivopara uma multinacional na qual um dos principaiscandidatos não tinha experiência acadêmica. “É umself-made man.”Brasileiro nascido na China, Wong observaque é em países como esses, chamados “em desen-volvimento”, que existem mais condições hoje para osucesso de profifissionais como esses, de perfifil empre-endedor. (...)Cassiano Elek Machado: A universidade é só o começo. Folha de S.Paulo, 27/07/2002. Disponível na Internet: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse. Data de acesso: 24/08/2004.56. ITA-SPAssinale a opção que não pode ser inferida do texto 1.a) Um mercado de trabalho mais exigente é causa diretada multiplicação de cursos universitários e causaindireta da queda da qualidade desses cursos.b) O baixo custo de um curso de direito aliado à valori-zação social do profifissional que nele se forma é fatordeterminante na proliferação desse tipo de curso.c) A elite que deveria chegar a se formar em cursos dedireito, medicina e engenharia deve ser recrutadanas camadas sociais mais privilegiadas economi-camente.d) É necessário que os cursos universitários sejamseletivos para garantir a qualidade na formaçãoprofifissional.e) O exame da OAB só se justififica pela baixa quali-www.cursinhoaovivo.com.br 53 Interpretação de Texto dade do ensino proporcionado pela grande maioriados cursos de direito.57. ITA-SPAssinale a opção que não traduz uma interpretaçãocondizente com os valores dos advérbios terminadosem mente.a) A admissão no curso de direito quase garantia umacarreira futura, como advogado, juiz ou promotorpúblico. (Texto 1, 1º parágrafo)b) Muitos estudantes não estão advertidos quantoà ilusão de que o diploma é a chave do sucessoprofifissional. (Texto 1, 1º parágrafo)c) De todos os cursos superiores, os cursos de direitoforam os que mais se multiplicaram nos últimosanos. (Texto 1, 3º parágrafo)d) Não há dúvida de que o exame da OAB deve sermantido nos dias atuais. (Texto 1, 5º parágrafo)e) A entrada dos graduados no mercado de trabalhonão pode ser considerada, nos últimos anos, umagrande vitória. (Texto 1, 2º parágrafo)58. ITA-SPSegundo o autor do texto 1, alguns estudantes pen-sam que o diploma é condição necessária e sufificientepara o sucesso profifissional. Já Cláudio de MouraCastro, no texto 2, afifirma que ele é necessário masnão sufificiente.Assinale a opção que confifirma a idéia de que o diplomaé necessário mas não sufificiente.a) um motor turbinado não abre automaticamente asportas do mercado.b) quem não tem um certifificado já começa em des-vantagem.c) a universidade viveu uma espécie de milagre damultiplicação dos diplomas.d) o motor pode desempatar a escolha do consumidor.e) os outros usam armas automáticas e você umtacape.59. ITA-SPEm relação ao texto 2, aponte a opção correta.a) Dizer “o diploma está nu” pode signifificar que éuma ilusão ver o diploma universitário como umaefetiva garantia de emprego.b) Anteriormente à década de 80, a relação do di-ploma com o mercado de trabalho não era nemnecessária nem sufificiente.c) Um self-made man é a prova de que defifinitivamen-te o diploma universitário deixou de ser importanteem países em desenvolvimento.d) Nos países desenvolvidos, para se conseguir umemprego, ter um diploma é mais importante queter um perfifil empreendedor.e) O “milagre da multiplicação dos diplomas” acaboupor desvalorizar completamente a formação uni-versitária.60. ITA-SPNo texto 2, os especialistas que expressam suasopiniões usam de algumas metáforas.Assinale a opção em que o termo metafórico nãocorresponde ao elemento queele substitui.a) tacape /diploma universitáriob) fuzil /diploma universitárioc) flfloresta /mercado de trabalhod) potência do motor /diploma universitárioe) carro /candidato a um emprego61. ITA-SPAssinale a opção em que a expressão com o pronomedemonstrativo exige que sejam consideradas informa-ções anteriores e posteriores para ser interpretada.a) nesses cursos (Texto 1, 5º parágrafo).b) essas carreiras (Texto 1, 5º parágrafo)c) essas centenas de milhares de novos graduados(Texto 2, 2º parágrafo).d) esse contingente (Texto 2, 2º parágrafo).e) profifissionais como esses (Texto 2, 9º parágrafo).62. ITA-SPNos trechos abaixo, a segunda frase especififica oconteúdo da primeira, sem acrescentar a ela novainformação.I. A situação, como se sabe, é hoje bastante diversa.Mudaram a universidade, o mercado de trabalhoe os estudantes.lI. Trata-se, afifinal, de uma carreira de prestígio, cujoensino é barato. Não exige muito mais do que oprofessor, livros, uma lousa e o cilindro de giz.Ill. (…) o head hunter defende a idéia de que um motorturbinado não abre automaticamente as portasdo mercado. Wong conta que (...) trabalhava naseleção de um executivo para uma multinacionalna qual um dos principais candidatos não tinhaexperiência acadêmica.IV. Equilibrados demais acessórios, igualado o preço, omotor pode desempatar a escolha do consumidor.“Tudo sendo igual, a escolaridade faz a diferença.”Então, está(ão) correta(s):a) I e lI.b) I e Ill.c) II e IV.d) apenas Ill.e) apenas IV.www.cursinhoaovivo.com.br 54 Interpretação de Texto Texto referente às questões de 63 a 65.Selinho, sim, mas só para poucosPrimeiro, Hebe Camargo, toda animada, pediua Sílvio Santos um “selinho” (beijinho). Não ganhou:“Nem selinho, nem selo, nem selão”, ouviu dele,categórico. Em seguida, Gilberto Gil entrou no palco,de mão estendida para cumprimentá-lo. O que fezo apresentador? Disse “selinho”, esticou os lábios ezás – tascou um beijinho na boca do músico. A cenafoi ao ar de madrugada, no encerramento do Teleton,a Maratona benefificente exibida pelo SBT. Gil fificousurpreso. Hebe fifingiu brabeza e Sílvio riu muito. “Tireiuma onda, foi só uma bicotinha”, diz ele. Tudo tem umaprimeira vez”.Veja, 07/11/2001, p. 101.63. UFSCar-SPO termo “selinho” é bastante usado na linguagem atual.O diminutivo no uso da palavra serve para enfatizarque se trata de um beijo:a) indiscreto. d) indecente.b) demorado. e) breve.c) engraçado.64. UFSCar-SPO vocábulário do texto mostra que o jornalista optoupor uma expressão mais à vontade e informal. Essaopção pode ser comprovada pelo emprego de:a) “toda animada” e “categórico”.b) “categórico” e “tascou”.c) “esticou” e “tascou”.d) “beijinho” e “encerramento”.e) “encerramento” e “benefificente”.65. UFSCar-SPConsiderando a situação em que a expressão “Tireiuma onda” foi dita pelo apresentador Sílvio Santos,pode-se entender que ele:a) fez uma brincadeira com o músico.b) ofendeu os artistas e o público.c) quis deixar o público horrorizado.d) pretendeu magoar Hebe Camargo.e) não teve idéia da repercussão da sua atitude.66.O uso do pronome átono no início das frases é des-tacado por um poeta e por um gramático nos textosa seguir.PronominaisDê-me um cigarroDiz a gramáticaDo professor e do alunoE do mulato sabidoMas o bom negro e o bom brancoDa nação brasileiraDizem todos os diasDeixa disso camaradaMe dá um cigarroANDRADE, Oswald de. Seleção de textos.São Paulo: Nova Cultural, 1988.Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na con-versão familiar, despreocupada, ou na língua escritaquando se deseja reproduzir a fala dos personagens(...).CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da línguaportuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.Comparando a explicação dada pelos autores sobreessa regra, pode-se afifirmar que ambos:a) condenam essa regra gramatical.b) acreditam que apenas os esclarecidos sabem essaregra.c) criticam a presença de regras na gramática.d) afifirmam que não há regras para uso de prono-mes.e) relativizam essa regra gramatical.Texto para as questões 67 e 68.“As pessoas fificam zoando, falando que a gente nãoconseguiria entrar em mais nada, por isso vamosprestar Letras”, diz a candidata ao vestibular. Entreos motivos que a ligaram à carreira estão o gosto porliteratura e inglês, que estuda há oito anos.Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.67.As aspas assinalam, no texto, a fala de uma pessoaentrevistada pelo jornal.a) Ela utilizou-se do registro coloquial quando disse“... por isso vamos prestar Letras.”b) Ela utilizou-se do registro coloquial quando proferiua forma verbal “zoando” “entrar.”c) Usou da norma culta em toda a sua fala.d) Usou de uma forma de linguagem não cabível paraum pré-vestibulando.68.Do que não está entre aspas podemos afifirmar que:a) ocorre um desvio em relação à norma culta naexpressão “Entre os motivos que a ligaram àcarreira”.b) ocorre um desvio em relação à norma culta no usodo verbo “estar”.c) não ocorre desvio algum, uma vez que o texto nãofoi escrito, mas falado.d) todo texto do jornalista é marcado pela informali-dade por se tratar de um assunto informal.www.cursinhoaovivo.com.br 55 Interpretação de Texto Texto para as questões 69 e 70.De tudo, ao meu amor serei atento.Antes, e com tal zelo, e sempre, e tantoQue mesmo em face do maior encantoDele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em cada vão momentoE em seu louvor hei de espalhar meu cantoE rir meu riso e derramar meu prantoAo seu pesar ou seu contentamento.E assim, quando mais tarde me procureQuem sabe a morte, angústia de quem viveQuem sabe a solidão, fifim de quem amaEu possa dizer do amor ( que tive )Que não seja imortal, posto que é chamaMas que seja infifinito enquanto dure.Vinícius de Moraes, Antologia Poética, Editora do Autor,Rio de Janeiro, 1960, pág.96.69.Sobre o poema apresentado, podemos afifirmar comosendo correto.a) Quanto às funções de linguagem o poema éfundamentado na função poética, enfatizando oreferente amor.b) Quanto às fifiguras de linguagem, tem a metáforaexplicitada no penúltimo verso.c) Quanto à estrutura textual, é predominantementenarrativo.d) Quanto à estrutura textual, é predominantementedissertativo.e) Quanto à estrutura textual, é predominantementeargumentativo.70.O autor do texto nos faz entender que tais versos:a) são uma declaração de amor feita para a vida.b) são uma declaração de amor feita para a mulheramada.c) são uma declaração de amor ao homem amado.d) são uma declaração de amor com base no carpediem.e) são uma declaração de amor para qualquer ser danatureza, visto que o poeta era naturista.71. UFSCar-SPTecnologiaHackers invadem a rede de computadores da Mi-crosoft27 -out -2000.Direção da maior empresa de softwares do mundodescobriram que invasores tiveram acesso aos códi-gos produzidos pela companhia e chamam o FBI paraajudar nas investigações.Veja online -Notícias Diárias.No trecho reproduzido, incorre-se num erro gramatical,por conta:a) da concordância do verbo “descobriram”.b) do emprego de artigo em “aos códigos”.c) da apassivação do verbo “produzidos”.d) da regência do verbo “chamam”.e) do complemento do verbo “tiveram”.72. UFESNeologismoBeijo pouco, falo menos ainda.Mas invento palavrasQue traduzem a ternura mais fundaE mais cotidiana.Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.Intransitivo:Teadoro, Teadora.Manuel de BandeiraAssinale a alternativa em que a forma destacadapertence à mesma categoria de palavras de que fazparte a inventada por Manuel Bandeira.a) Prometi acabar com [...] o sem–vergonhismoatrás do forte e acabei.Dias Gomesb) Este momento há de fificar para sempre nos anaise menstruais da história de Sucupira.Dias Gomesc) [...] Aí, nem olhei para Joca Ramiro – eu achasse,ligeiro demais, que Joca Ramiro não estava apro-vando meu saimento.Guimarães Rosad) [...] Um dos principalmente da minha plataforma éa pacifificação da família sucupirana. (Dias Gomes)e) [...] Ele xurugou – e, vai ver quem e o quê, jamaisse saberia.Guimarães Rosa73. UFESO seguro é arriscadoTodos os técnicos da seleção têm suas preferências e idiossincrassias Scolari privilegia excessivamenteos jogadores que já conhece. Dentro e fora de campo. Sente-se mais seguro. Prefere não arriscar. Daí a con-vocação de jogadores como Belletti, Roque Júnior, Cris, Eduarrd Costa, Tinga e outros.Nesse raciocínio, pode deixar alguns melhores de fora. O seguro é arriscado.A Gazeta, 6/9/2001O sentido de idiossincrasias (1ª linha), no texto acima, está contemplado na alternativa:a) Os técnicos da Seleção convocam os jogadores de acordo com a vontade do povo.b) Os técnicos da Seleção convocam os jogadores de acordo com a vontade de cada técnico.c) Os técnicos da Seleção convocam os jogadores de acordo com a vontade da mídia.d) Os técnicos da Seleção convocam os jogadores de acordo com a vontade dos dirigentes.e) Os técnicos da Seleção convocam os jogadores de acordo com a vontade dos patrocinadores.www.cursinhoaovivo.com.br 56 Interpretação de Texto Texto referente às questões de 74 a 77.A cervejaA versão nacional do sexo, drogas e rock androll é samba, suor e cerveja. A famosa loura geladase confifigurou como a bebida número 1 quando asindústrias perceberam que era necessário associarum conceito que estimulasse as vendas. Como asmarcas que patrocinam esportes, as campanhaspublicitárias de cerveja agregaram ao ato de bebera idéia de lazer em grupo. Ao contrário da pinga, elaé uma bebida para ser compartilhada e, com isso, setraduziu como um instrumento de alegria coletiva, umaespécie de combustível que faz aflflorar a característicada festividade do caráter nacional. “Cerveja é amiza-de, confraternização e descontração, enfifim, valoresmuito próximos de nós brasileiros”, defifine MarcosMesquita, superintendente do Sindicerv, Sindicato dasIndústrias Cervejeiras. Da década de 80 para a de 90,os fabricantes enterraram de vez o caráter artesanalda cerveja. Pequenas produtoras foram compradase as marcas tradicionais investiram em sistemas deprodução mais efificientes, o que ajudou a baratear ocusto do produto e aumentar o volume de vendas.Colocá-la como patrocinadora das festas de carnavalfoi a estratégia defifinitiva para alçá-la de vez a paixãonacional. A cerveja é hoje o produto nacional que maiscontribui para as receitas públicas. Cerca de R$ 5,5bilhões por ano, superando os carros e o cigarro.Veja, edição especial, nº 1578, 29/12/9974. UEL-PR... as indústrias perceberam que era necessário asso-ciar a um conceito que estimulasse as vendas.Segundo o texto, esse conceito seria:a) a bebida número 1. d) o samba.b) a loura gelada. e) o lazer em grupo.c) o rock and roll.75. UEL-PRSegundo o texto, é correto afifirmar que:a) a cerveja fificou mais barata por causa da produçãoartesanal.b) por causa do alto consumo da cerveja, as fábricaspequenas conseguem manter-se no mercado.c) a cerveja contribui muito para as receitas públicas,sendo superada apenas pelos carros e cigarros.d) a cerveja passou, defifinitivamente, a produto muitoapreciado pelo brasileiro, quando começou a pa-trocinar festas de carnaval.e) as técnicas sofifisticadas e efificientes de produção dacerveja atingiram seu auge nas décadas de 80 e 90,privilegiando, depois disso, a fabricação artesanal.76. UEL-PRAs aspas usadas no texto têm a função de:a) enfatizar idéias importantes.b) isolar informações intercaladas.c) insinuar que as palavras estão sendo usadas emoutro sentido.d) delimitar expressões de origem estrangeira.e) marcar discurso direto.77. UEL-PRAo contrário da pinga, ela é uma bebida para sercompartilhada e, com isso, se traduziu como uminstrumento de alegria coletiva, uma espécie de com-bustível que faz aflflorar a característica da festividadedo caráter nacional.Colocá-la como patrocinadora das festas de carnavalfoi a estratégia defifinitiva para alçá-la de vez a paixãonacional.Observados ajustes necessários, as expressõesaflflorar e alçá-la podem ser substituídas, sem altera-ção do sentido do texto, por:a) emergir – elevá-la à condição deb) delinear – torná-la altac) reiterar – transformá-lad) vir à tona – divulgá-lae) enterrar – subestimá-laTexto para as questões 78 e 79.Gilberto Gil é um dos principais compositores damúsica popular brasileira contemporânea. Participoudo tropicalismo, movimento artístico dos anos 1960que contemplou especialmente a música, e que tinha,entre seus principais representantes, Caetano Velo-so, o grupo Os Mutantes, Tom Zé, além do próprioGilberto Gil.A seguir apresenta-se a música Metáfora. Nela, o autorrevela sua preocupação em mostrar a fifinalidade dapoesia e da arte em geral, além da função do poetadentro da sociedade. Leia-a.MetáforaUma lata existe para conter algoMas quando o poeta diz: “Lata”Pode estar querendo dizer o incontívelUma meta existe para ser um alvoMas quando o poeta diz: “Meta”Pode estar querendo dizerO inatingívelPor isso, não se meta a exigir do poetaQue determine o conteúdo em sua lataNa lata do poeta tudo nada cabePois ao poeta cabe fazerCom que na lata venha caberO incabívelDeixe a meta do poetaNão discutaDeixe a sua meta fora da disputaMeta dentro e foraLata absolutaDeixe-a simplesmenteMetáfora.letra e música: Gilberto Gil – 1982www.cursinhoaovivo.com.br 57 Interpretação de Texto 78.Indique a alternativa que apresenta a única idéia quenão pode ser associada à letra da música.a) A poesia, bem como toda forma de arte, deve tercompromisso com a realidade e função social,respondendo aos fatos político-sociais da épocaem que está inserida.b) O poeta é independente; tanto a poesia quanto aarte em geral pertencem ao mundo da indetermi-nação, da incerteza, da liberdade e do paradoxo.c) A metáfora é a principal arma dos poetas; por meiodela, uma mesma palavra dentro de um poemapode adquirir inúmeros signifificados.d) Em um texto poético, explora-se a polissemia daspalavras e seus sentidos conotativos; por isso, apoesia é livre e não se prende à realidade.e) No texto poético, persegue-se o belo e provoca-seo estranhamento, por meio de uma organizaçãooriginal das palavras.79.As fifiguras de linguagem são estratégias literárias que oescritor pode aplicar no texto para conseguir um efeitodeterminado na interpretação do leitor. A música deGilberto Gil apresenta como título a palavra “metáfora”,fifigura de linguagem bastante usada na literatura e nalinguagem cotidiana e que consiste em uma compara-ção implícita. Essa fifigura se baseia numa associaçãode idéias subjetivas: uma palavra deixa o seu contextocomum para fazer parte de outro contexto.Baseado nessas informações, identififique as delinguagem empregadas nos textos a seguir.I. Amou daquela vez como se fosse máquina.Beijou sua mulher como se fosse lógico.Ergueu no patamar quatro paredes flflácidas.Sentou pra descansar como se fosse um pássaro.E flflutuou no ar como se fosse um príncipe.E se acabou no chão feito um pacote bêbado.Chico BuarqueII. E assim o operário iaCom suor e com cimentoErguendo uma casa aquiAdiante um apartamento.Vinícius de MoraesIII. Agora que se cala o surdo ventoE o rio enternecido com meu prantoDetém vagaroso movimento.Gregório de MatosIV. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira[namorada.Manuel Bandeiraa) I – comparação, II – metonímia, III – metáfora eIV – prosopopéiab) I – comparação, II – metonímia, III – prosopopéia eIV – metáforac) I – comparação, II – prosopopéia, III – metonímia eIV – metáforad) I – metáfora, II – metonímia, III – prosopopéia eIV – comparaçãoe) I – metonímia, II – metáfora, III – comparação eIV – prosopopéia80.Somos três pessoas: a que pensam que somos; a quegostaríamos de ser e a que realmente somos.Bernard ShawApós reflflexão sobre a frase apresentada, indique aafifirmação em que se cometeu erro de interpretação.a) A frase, no seu sentido geral, faz alusão à ade-quação do indivíduo às diversas situações da vidacotidiana em sociedade.b) A frase, quanto ao seu sentido pleno, imprime o perfifilde alguém que não tem personalidade defifinida nemconduta social equilibrada.c) Um dos segmentos da frase remete à situação deautenticidade, de verdade.d) Uma das quatro idéias da frase reflflete sentimentode anseio, desejo, idealismo.e) Em um de seus segmentos, a frase faz referênciaà atitude de mera aparência social, de comporta-mento estereotipado.Texto para as questões 81 e 82.É muito mais inteligente pagar R$ 12 por adolescentenum projeto de aprendizagem do que R$ 1.700 naFebem. Se não for por ética, é preciso romper com osistema de exclusão social por inteligência.Viviane Senna81. Mackenzie-SPDe acordo com o texto:a) ética e inteligência são inconciliáveis quando setrata de exclusão social.b) diminuir gastos com a punição de adolescenteselimina a exclusão social.c) controlar os custos envolvidos é prioridade quandoo assunto é exclusão social.d) bastaria a ética, mas aspectos fifinanceiros podemajudar a convencer da necessidade de agir contraa exclusão social.e) os projetos educacionais da Febem são carosquando comparados aos oferecidos por outrasinstituições educativas.82. Mackenzie-SPConsidere as afifirmativas abaixo sobre o trecho Épreciso romper com o sistema de exclusão social porinteligência.I. Fora do contexto, daria margem a duas interpreta-ções, já que sua estruturação sintática é ambígua.II. Deve, no texto em que se insere, ser interpretadocomo “É preciso romper, por inteligência, com osistema de exclusão social“.III. Corresponde a um registro coloquial da língua, porantepor o predicado ao sujeito.Assinale:a) se apenas as afifirmativas I e II estiverem corretas.b) se apenas as afifirmativas II e III estiverem corretas.www.cursinhoaovivo.com.br 58 Interpretação de Texto c) se apenas as afifirmativas I e III estiverem corretas.d) se apenas a afifirmativa I estiver correta.e) se apenas a afifirmativa III estiver correta.83. UERJA televisão não transmite regularmente cenasde violência, nos telejornais, nos fifilmes e até nosdesenhos animados? Pois então: a nossa sociedadeé muito violenta! Como fifica demonstrado, a causada violência é a televisão.Logo, deve-se simplesmente censurar ascenas de violência de todos os programas de tele-visão.O argumento apresentado no trecho acima é um sofifisma.Podemos caracterizar esse sofifisma como:a) círculo vicioso.b) desvio de assunto.c) silogismo não-válido.d) confusão entre causas e efeitos.84.Leia atentamente o fragmento a seguir.Por exemplo, a frase:“Em casual encontro com Júlia, Pedro fez co-mentário sobre seus exames”.tem um enunciado equívoco; os comentários de Pe-dro podem ter sido feitos sobre os exames de Júlia,ou sobre os exames dele, Pedro; ou, ainda, sobre osexames de ambos.Cunha, Celso & Cintra, Lindley. Nova gramática do portuguuêcontemporâneo.O fragmento acima aponta o problema da ambigüidaderesultante do emprego do termo seus. A ocorrência daambigüidade, no caso, pode ser explicada por umacaracterística relativa à signifificação geral da palavraem questão.Essa característica do vocábulo seus é a de:a) indicar a pessoa gramatical, sem flflexionar-se ouremeter a termos antecedentes.b) referir-se à pessoa gramatical, sem nomeá-la ouindicar-lhe característica própria.c) substituir o nome próprio, sem individualizá-lo oupermitir a devida concordância.d) qualifificar os nomes presentes, sem hierarquizá-losou revelar sua verdadeira signifificação.85. UFF-RJO “exílio”, tema recorrente na literatura brasileira,aparece na composição Sabiá de Tom Jobim e ChicoBuarque (presentes ao “Festival da Canção” de 1968)e na poesia Canção do Exílio de Gonçalves Dias dasquais se destacam os seguintes fragmentos:Vou voltarSei que ainda vou voltarPara o meu lugarFoi lá e é ainda láQue eu hei de ouvir cantarUma sabiáChico Buarque. Letra e música.Não permita Deus que eu morra,Sem que eu volte para lá;Sem que desfrute os primoresQue não encontro por cá;Sem qu’inda aviste as palmeiras,Onde canta o Sabiá.Gonçalves Dias. Obra completa.Após a leitura dos fragmentos de Sabiá (1968) e daCanção do exílio (1843) depreende-se que:a) a imagem do sabiá nos dois fragmentos representasimbolicamente, apenas, uma referência à terranatal distante.b) o poema de Gonçalves Dias e a composição Sabiáse inserem na estética romântica de valorizaçãoda terra nacional como um lugar criticamenteconstruído.c) a composição de Tom Jobim e Chico Buarqueaponta uma recuperação do espaço da pátria,como um direito do homem; o poema de GonçalvesDias revela o desejo, num lamento de saudade,da volta do homem para a pátria.d) o eu-lírico, nos dois fragmentos, encontra-se fifisi-camente longe da pátria, apontando a distânciacomo causa da angústia e da saudade.e) os dois fragmentos descrevem as belezas da pá-tria, motivo da saudade e da esperança imediatade voltar.86. Unemat-MTLeia o texto e julgue as alternativas.Qualquer que seja a pessoa, a linguagem vai variarsegundo esteja falando ou escrevendo. Embora tantoa língua oral como a escrita apresentem variaçõescondicionadas por diversos fatores (regionais, sociais,grau de escolaridade etc.), a língua escrita, por sedesenvolver em circunstâncias diferentes daquelas emque se desenvolve a oral, sempre será diferente desta.Daí ser difícil à pessoa seguir, na língua oral, normasda língua escrita. A oral será sempre mais espontâ-nea, mais solta, mais livre acompanhada de mímicae entonação, que preenchem importantes papéissignifificativos, e mais sujeita a falhas de performance.Já a língua escrita não é a simples representaçãográfifica da língua falada, mas sim um sistema maisdisciplinado e rígido, uma vez que não conta com asignifificação paralela da mímica e da entonação. Mas,apesar dessas diferenças, as duas cumprem a suafifinalidade que é a comunicação.01. Quando nos comunicamos, temos a fifinalidadede não apenas expressar o que sentimos oupensamos, mas também de interagir com nossointerlocutor e, eventualmente, até de modifificar seupensamento.02. A linguagem visual é mais efificaz que a linguagemverbal porque é econômica e, portanto, veicula ainformação com maior rapidez.03. Quanto maior for o domínio que temos da língua,maiores são as possibilidades de termos um de-sempenho lingüístico efificiente.04. Para dominar bem uma língua, basta conhecerwww.cursinhoaovivo.com.br 59 Interpretação de Texto bem o seu vocabulário.05. Ao contrário da fala, que é sempre individual,a língua pertence a todos os membros de umacomunidade. Portanto, um único indivíduo não écapaz de criá-la ou modifificá-la.87.Somos três pessoas: a que pensam que somos; a quegostaríamos de ser e a que realmente somos.Bernard ShawApós reflflexão sobre a frase apresentada, indique aafifirmação em que se cometeu erro de interpretação.a) A frase, no seu sentido geral, faz alusão à ade-quação do indivíduo às diversas situações da vidacotidiana em sociedade.b) A frase, quanto ao seu sentido pleno, imprime o perfifilde alguém que não tem personalidade defifinida nemconduta social equilibrada.c) Um dos segmentos da frase remete à situação deautenticidade, de verdade.d) Uma das quatro idéias da frase reflflete sentimentode anseio, desejo, idealismo.e) Em um de seus segmentos, a frase faz referênciaà atitude de mera aparência social, de comporta-mento estereotipado.Texto para as questões 88 e 89.Sobre as diferenças no meio social, analise a letra da canção a seguir.Eu não sou cristão, eu não sou ateu /Não sou japa, não sou chicano, não sou europeu /Eu não sou negão,eu não sou judeu /Não sou do samba nem sou do rock /Minha tribo sou eu /Eu não sou playboy, eu não souplebeu /Não sou hippie hype skinhead nazi fariseu /A terra se move, falou Galileu /Não sou maluco, nem soucareta /Minha tribo sou eu /Ai ai ai ai, ié ié ié ié /Pobre de quem não é cacique, nem nunca vai ser pajé.Canção “ Minha tribo sou eu”, de Zeca Baleiro, do álbum PetShopMundoCão.88. UEL-PRA letra estabelece associações que apresentam uma leitura do mundo contemporâneo. Sobre o tema, é corretoafifirmar:a) A diversidade religiosa, mencionada rapidamente pelo compositor, reforça a irrelevância da opção religiosapara a compreensão das diferenças no mundo atual.b) A opção relacionada ao comportamento da contracultura hippie é a base para o surgimento da xenofobiaskinhead na atualidade.c) A associação entre playboys e plebeus remete à diferenciaççã social que discrimina metaforicamente quem“não é cacique, nem nunca vai ser pajé”.d) A origem e a nacionalidade determinam a visão de mundo concebida por “japas”, “chicanos” ou “euro-peus”.e) A escolha de um gênero musical, como o rock ou o samba, é determinada pela classe social ocupada peloouvinte contemporâneo.89. UEL-PRA diversidade tematizada pela letra da canção evidencia:a) Uma ilusão, pois as manifestações culturais são invariáveis no tempo e no espaço.b) Determinações genéticas, pois a manifestação cultural de um povo está diretamente ligada à hereditarie-dade.c) Uma abstração, pois os povos compartilham de uma conceppçã de mundo universal.d) A legitimidade da existência de uma hierarquia cultural, expressa na divisão entre culturas superiores einferiores.e) O caráter controverso da vinculação entre identidade cultuura e condições sociais em que vive uma popu-lação.90. ENEMLeia com a tenção o texto:[Em Portugal]; você poderá ter alguns probleminhasse entrar numa loja de roupas desconhecendo certassutilezas da língua. Por exemplo, não adianta pedirpara ver os ternos — peça para ver os fatos. Paletó écasaco. Meias são peúgas. Suéter é camisola — masnão se assuste, porque calcinhas femininas são cue-cas. (Não é uma delícia?)Ruy Castro. Viaje Bem. VIII, n° 3, 78.O texto destaca a diferença entre o português do Brasile o de Portugal quanto:a) ao vocabulário. d) ao gênero.b) a direção. e) à sintaxe.c) a pronúncia.Texto para as questões de 91 a 93.Jânio Quadros caracterizava-se por se expres-sar em linguagem, ao mesmo tempo, direta erebuscada. Desprezando a rotina burocrática, opresidente despachava “bilhetinhos” para todasas instâncias administrativas. O conteúdo das“papeletas” — como Jânio as chamava — era va-riado. Ia desde o puxão de orelhas no secretário daEducação pela demora na tramitação burocrática,até o alerta irônico sobre a sindicância que envolviaum policial apelidado de Elefante: “Cuidado como bicho”. Nem mesmo a proposta de compra deuma onça para o Jardim Zoológico de São Pauloescapou de sua observação: “Não compro a onça.Não faltam onças neste país, como não faltamamigos desse bicho.”Adaptado de Erivelton Goulart91. Mackenzie-SPO texto autoriza dizer quea) Jânio Quadros inaugurou no Brasil a tradição dedesprezar formalidades no ambiente político.b) Jânio é visto com simpatia pelo autor, porquetrouxe descontração à vida pública e, ainda assim,manteve a rotina burocrática.c) o caso da compra da onça, entre os três citados,é considerado o mais inusitado pelo autor.www.cursinhoaovivo.com.br 60 Interpretação de Texto d) o comentário de Jânio sobre a sindicância (linhas10 e 13) pressupõe que ele considerava o policialenvolvido um cidadão sem valor.e) o presidente só se manifestava sobre questõesmenores, deixando de opinar sobre os grandesproblemas do país.92. Mackenzie-SPAssinale a alternativa que contém afifirmação respal-dada pelo texto.a) Os bilhetes reproduzidos no texto contêm jogoslingüísticos que exploram o humor.b) O autor considera “papeletas” (linha 04) o sinônimomais comum de “bilhetinhos” (linha 03).c) O presidente usava linguagem inacessível aoelaborar seus bilhetes.d) Jânio, impaciente com as tramitações burocráticas,chegou a agredir fifisicamente seu secretário daEducação.e) O presidente selecionava criteriosamente, entreseus subordinados, os receptores de suas pape-letas.93. Mackenzie-SPNo trecho “Não compro a onça. Não faltam onças nestepaís, como não faltam amigos desse bicho”,a) o nome do animal, nas duas ocorrências, faz re-ferência indireta aos políticos brasileiros de índoleperversa.b) “comprar” é usado em sentido conotativo, comona expressão popular “Quem não te conhece quete compre”.c) amigos desse bicho é expressão que desloca osentido da frase da denotação para a conotação.d) como introduz uma comprovação do que foi afifirma-do anteriormente, equivalendo a “por exemplo”.e) neste poderia ser substituído por “nesse”, semcomprometer a referência dessa forma pronomi-nal.94. Fuvest-SPUm homem precisa viajar. Por sua conta, nãopor meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisaviajar por si, com seus olhos e pés, para entender o queé seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores edar-Ihes valor.Conhecer o frio para conhecer o calor. E ooposto. Sentir a distância e o desabrigo para estarbem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar paralugares que não conhece para quebrar essa arrogân-cia que nos faz ver o mundo como o imaginamos, enão simplesmente como é ou pode ser; que nos fazprofessores e doutores do que não vimos, quandodeveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.Amyr Klink, Mar sem fifim. A repetição de “precisa viajar” acentua, no contexto, ovalor daquelas experiências quea) se traduzem na exploração de nossa plena capa-cidade imaginativa.b) concretizam o aprendizado das diferenças queformam a identidade pessoal.c) ratifificam a convicção de quem julga conhecer oque apenas imaginou.d) acabam comprovando a importância de se vivertudo o que se planejou.e) reforçam a simplicidade do prazer de um cotidianosem surpresas. Texto para as questões de 95 a 97.o Kramer apaixonou-se por uma corista que se cha-mava Olga. por algum motivo nunca conseguiamencontrar-se. ele gritava passando pela casa de Olga,manhãzinha (ela dormia): Olga, Olga, hoje estou defolga! mas nunca se viam e penso que ele sabia que seefetivamente se deitasse com ela o sonho terminaria.sábio Kramer. nunca mais o vi. há sonhos que devempermanecer nas gavetas, nos cofres, trancados até onosso e por isso passíveis de serem sonhados avída inteira.Hilda Hilst, Estar sendo. Ter sido.95. Fuvest-SPNo trecho “há sonhos que devem permanecer nasgavetas, nos cofres, trancados até o nosso fifim.”, orecurso de estilo que não ocorre é a:a) redundância.b) inversão..c) gradação.d) metáfora.e) enumeração.96. Fuvest-SPNa perspectiva do narrador, o Kramer é consideradosábio porque, como um bom sonhador,a) anima-se com a possibilidade de uma feliz e pro-longada realização de seu sonho.b) percebe que a realização de seu sonho acabariasendo uma forma de negá-Io.c) avalia objetivamente as circunstâncias de quedepende a plena realização de seu sonho.d) sabe que os sucessivos adiamentos da realizaçãode seu sonho acabarão por fazê-Io desistir desonhar.e) acredita que a impossibilidade de realização deum sonho leva a um mais rápido amadurecimen-to.97. Fuvest-SPConsidere as seguintes afifirmações:I. Kramer apaixonou-se por uma corista.II. Kramer e a corista jamais se encontraram.III. Talvez Kramer julgasse ter sido melhor assim.As afifirmações acima estão articuladas de modo coe-rente e correto no seguinte período:a) Talvez Kramer tenha julgado ter sido melhor queele e a corista por quem se apaixonou jamais sehouvessem encontrado.b) Muito embora Kramer se apaixonou por uma co-rista, jamais se encontraram, mesmo porque elejulgaria ter sido melhor assim.www.cursinhoaovivo.com.br 61 Interpretação de Texto c) Jamais se encontraram Kramer e a corista porquem se apaixonou, pois talvez Kramer julgavaque é melhor ser assim.d) Quando se apaixonou por uma corista, ainda queambos jamais se encontraram, Kramer talveztenha achado que assim seria melhor.e) Desde que Kramer se apaixonou e julgou melhor as-sim, ele e a corista jamais teriam se encontrado.Texto referente às questões 98 e 99.(1) Outra vez, o terror arranha nossos olhos. Como éde seu feitio, cai sobre inocentes, de surpresa e àtoa, para que voltemos a nos lembrar dele. De fato,sinto-me provocada a dar atenção a ele e a tentarcompreendê-lo – do ponto de vista não político,mas humano.(2) Na sua expressão política, o terror está sempreamparado por uma razão ideológica ou religiosa.Razões supremas e sobre-humanas, pensa-se (alei da natureza, a lei da história, a lei de Deus),e que, por isso mesmo, justifificariam todo o maldecorrente de sua efetivação.(3) Mas, na vida cotidiana, nada legitima o terror,além da vontade e do interesse dos seus agentes.Guardadas as devidas medidas e proporções, sãotambém atos de terrorismo aqueles que invademas cenas cotidianas: da violência doméstica à“guerra civil” que vem se instalando em algumascidades brasileiras e cujas primeiras manifesta-ções já eram os “arrastões” realizados nas praiascariocas nos anos 80.(4) Seja na esfera da vida política, seja na da vidaprivada, o ato de terror visa submeter os outroshomens à vontade do agente. Sempre através deuma violência que não se anuncia, potencializadapelas armas e com o poder de exterminar sem dardireito à defesa.(5) Em nome de que um homem pratica o terror? Oque o autoriza? Qual o seu propósito?(6) Penso que o terror tenha sua origem na arrogância,nesse ato de tomar só para si o poder de julgar os ou-tros, de dar aos outros o que se pensa que merecem,recompensa ou castigo, a vida ou a morte, de decidirpor eles, especialmente sobre o seu destino.(7) A razão de ser do terror é a arrogância. Não importao motivo – se por ódio, se por amor, se por justiça,se por verdade. O arrogante não faz acordos nemobserva regras. A lei é a sua. A palavra é a sua.Omomento é o seu. A arrogância condenou à morteJesus, Sócrates, Gandhi. Deu suporte ao nazismo,ao stalinismo, à Inquisição; sustenta fundamenta-lismos políticos e religiosos.Dulce Critelli, Folha Equilíbrio, 01/04/2004.98. Fatec-SPSegundo o texto,a) existe a crença de que as motivações do terrorpolítico ultrapassam as motivações meramentehumanas; justifica-se, assim, o mal que elecausa.b) a legitimação do terror na vida cotidiana excedeo desejo e o arbítrio dos que praticam essa formade violência.c) a aceitação do terror, do ponto de vista humano,é garantida pela feição política desse fenômenoque atinge tantos inocentes no mundo.d) a arrogância só leva ao terror quando há motivosfortes -o ódio ou a justiça, entre os outros.e) a submissão dos homens à vontade do agentedo terror não se expõe na violência das armas.99. Fatec-SPConsidere as seguintes afifirmações sobre a organi-zação do texto.I. Didaticamente, o 2º parágrafo contém desmem-bramento das idéias expostas no parágrafoanterior.II. O 4º parágrafo reúne idéias expostas nos pará-grafos anteriores, por meio da identifificação deum ponto em comum: o objetivo do terror.III. As indagações contidas no 5º parágrafo são me-ramente recurso retórico, visto que a seqüênciado texto não cuida de dar respostas a elas.IV. O 7º parágrafo consiste numa expansão do 6º,desenvolvendo a tese, expressa neste último,de que o homem pratica o terror movido pelaarrogância.Estão corretas apenas as afifirmaçõesa) I e II.b) I, II e III.c) I e IV.d) I, II e IV.e) II, III e IV.Texto referente às questões 100 e 101.A última das três abordagens, entre as teoriasidealistas, é a que considera cultura como sis-temas simbólicos. Esta posição foi desenvolvidanos Estados Unidos principalmente por doisantropólogos: o já conhecido Clifford Geertz eDavid Schneider.O primeiro deles busca uma defifinição de homembaseada na defifinição de cultura. Para isto, refutaa idéia de uma forma ideal de homem, decorrentedo Iluminismo e da antropologia clássica, perto daqual as demais eram distorções ou aproximações,e tenta resolver o paradoxo (...) de uma imensavariedade cultural que contrasta com a unidadeda espécie humana. Para isto, a cultura deve serconsiderada “não um complexo de comportamen-tos concretos mas um conjunto de mecanismos decontrole, planos, receitas, regras, instruções (queos técnicos de computadores chamam programa)para governar o comportamento”. Assim, parawww.cursinhoaovivo.com.br 62 Interpretação de Texto Geertz, todos os homens são geneticamente aptospara receber um programa, e este programa é oque chamamos cultura. E esta formulação — queconsideramos uma nova maneira de encarar a uni-dade da espécie — permitiu a Geertz afifirmar que“um dos mais signifificativos fatos sobre nós podeser fifinalmente a constatação de que todos nas-cemos com um equipamento para viver mil vidas,mas terminamos no fifim tendo vivido uma só!”Roque de Barros Laraia. Cultura, um conceito antropológico. 16. ed.Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 62.100. FGV-SPAssinale a alternativa correta.a) Geertz defifine o homem com base na cultura.b) Geertz não encontra uma defifinição de homembaseada na cultura.c) Geertz rejeita a noção de homens ideais, cujasidéias provêm do Iluminismo.d) O autor do livro rejeita a noção do homem ideal,característica do Iluminismo.e) É paradoxal a idéia de que o homem seja defifinidopor sua cultura.101. FGV-SPDe acordo com o texto:a) Para Geertz, é um paradoxo a cultura assemelhar-se a um programa de computador.b) Para Geertz, a noção de cultura se assemelha ànoção de programa de computador.c) Para o autor do texto, é um paradoxo a culturaassemelhar-se a um programa de computador.d) Não fosse pelo fato de referir-se a computador, anoção de programa seria semelhante à noção decultura.e) O autor do texto é contrário às opiniões de Geertzsobre cultura.Texto para as questões de 102 a 104.A valsa é uma deliciosa cousa. Valsamos; nãonego que, ao aconchegar ao meu corpo aquele corpoflflexível e magnífifico, tive uma singular sensação, umasensação de homem roubado.(...)Cerca de três semanas depois recebi um convitedele [Lobo Neves, marido de Virgília] para uma reuniãoíntima. Fui; Virgília recebeu-me com esta graciosa pala-vra: -O senhor hoje há de valsar comigo. Em verdade,eu tinha fama e era valsista emérito; não admira queela me preferisse. Valsamos uma vez, e mais outravez. Um livro perdeu Francesca; cá foi a valsa que nosperdeu. Creio que nessa noite apertei-lhe a mão commuita força, e ela deixou-a fificar, como esquecida, e eua abraçá-la, e todos com os olhos em nós, e nos outrosque também se abraçavam e giravam... Um delírio.Machado de AssisObs.: o amor luxurioso entre Francesca da Rimini ePaolo Malatesta obriga Dante Alighieri a colocá-losno inferno, em sua Divina Comédia. O livro que osperdeu é a narrativa do amor adulterino de Lancelotedo Lago e Ginebra, mulher do Rei Artur – uma novelade cavalaria pertencente ao ciclo bretão.102. Mackenzie-SPAssinale a alternativa correta sobre o fragmento deMemórias póstumas de Brás Cubas citado.a) Pelo trecho destacado em eu tinha fama e eravalsista emérito, subentende-se que o narradoracredita que nem sempre a reputação de umapessoa é merecida.b) O narrador cita uma singular sensação, mas con-traria o que diz ao caracterizar de maneira banalessa sensação “incomum”: uma sensação dehomem roubado.c) O emprego da dupla negação (não nego) revelaque o narrador não quer admitir que a valsa lhedava prazer.d) A frase não admira que ela me preferisse expressaa causa do fato anteriormente mencionado.e) A frase como esquecida equivale a “porque estavaesquecida”.103. Mackenzie-SPVirgília recebeu-me com esta graciosa palavra: – Osenhor hoje há de valsar comigo.Iniciando a frase acima com “Virgília recebeu-me”, etranspondo o discurso direto para o discurso indiretoa forma correta para completar o fragmento, semalteração do sentido original, é:a) acrescentando, graciosa, que eu, naquele dia,haveria de valsar com ela.b) ao exclamar graciosamente que – O senhor hojehá de valsar comigo!c) dizendo com graça que eu, naquele dia, haveriade valsar com ela.d) sugerindo, graciosa, que a personagem deviavalsar com ela naquela hora.e) declarando, com graça, que “o senhor tinha devalsar comigo” naquele dia.104. Mackenzie-SPUm livro perdeu a Francesca; cá foi a valsa que nosperdeu.Considerando o contexto, assinale a alternativa corretaa respeito da frase acima.a) Ao citar Francesca, o narrador insinua que, na suarelação com Virgília, o delírio se resumiria a umanoite de valsas.b) O leitor que não souber quem foi Francesca nãosaberá o que ocasionou a perdição dessa perso-nagem, nem perceberá o paralelismo gramaticalestabelecido, no período, entre um livro e a valsa.c) Equivale a: “Se um livro poderia perder Francesca,aqui a valsa poderia chegar a nos perder”.d) A partir de referência a situação similar, o narradorprenuncia a relação de adultério que viverá.e) A aproximação de livro e valsa é sugerida com oobjetivo de mostrar que perdeu tem sentido distintoem cada uma das frases.www.cursinhoaovivo.com.br 63 Interpretação de Texto 105. ITA-SPAo Teatro o que é do teatroInácio AraújoCrítico da FolhaNão há melhor maneira de fifilmar o teatro do queteatralmente. A expressão “teatro fifilmado” raramentefaz sentido, e nós aqui no Brasil só teríamos a ganharno dia em que pudéssemos assistir ao fifilme de “ORei da Vela” do Ofificina – que por alguma razão infeliznunca passa.Kenneth Branagh evitou o teatro fifilmado em “HenriqueV” (Eurochannel, 0h) [canal de TV por assinatura],ganhou o direito a concorrer ao Oscar e fificou famoso.Mas, passadas as festas, temos um resultado para láde duvidoso.Onde faz sentido a conclamação do rei Henrique a seussoldados a não ser no teatro? E por que “cinemato-grafifizar” a coisa se Joseph Mankiewicz, por exemplo,que era um cineasta, ao “Júlio César”, optou pordeixar clara a origem teatral de seu fifilme?Folha de S. Paulo.Considerando o texto acima, assinale a opção cor-reta.a) O título já evidencia a tese do autor: não se devefifilmar peça teatral.b) As falas dos personagens e peças de teatro nãofazem sentido se fifimadas.c) Uma peça teatral pode ser fifilmada se, como fazMankiewicz, sua origem for indicada na apresen-tação do fifilme.d) “Henrique V” só concorreu ao Oscar porque igno-rou a natureza teatral da obra original.e) “O Rei da Vela” na sua versão cinematográfifica, éum exemplo de teatro fifilmado.106.Das opções abaixo, cujos textos foram extraídos doManual do Proprietário de um carro, a única alternativaque não apresenta inadequação quanto à construçãoou ao emprego de palavra éa) Se o veículo costuma permanecer imobilizadopor mais de duas semanas ou se é utilizado empequenos percursos, com freqüência não diária(...) adicione um frasco de aditivo.b) Algumas [instruções], todavia, merecem atençãoespecial, em virtude das graves conseqüênciasque sua não observância pode representar paraa integridade física dos ocupantes e para o fun-cionamento do veículo.c) Ao calibrar os pneus, não se esqueça de examinartambém o de reserva. Veja instruções na Seção 7,sob Pneus.d) Somente se a utilização do veículo ocorrer essen-cialmente nas rodovias asfaltadas na maior parte dotempo é que se pode proceder à troca de óleo a cada6 meses ou 10.000 km, o que primeiro ocorrer.e) O uso dos cintos de segurança deve também serrigorosamente observado em veículos equipadoscom sistema “Air bag”, que atua como complemen-to a este sistema.107.(...) defendemos a adoção de normas e o investimentona formação de brinquedistas*, pessoas bem maispreparadas para a função do que estagiários que têmjeito e paciência para cuidar de crianças.Veja – SP, 13/08/2003.* brinquedistas – neologismo, que designa as pessoasque brincam com as crianças em creches, escolas ebrinquedotecas.A ambigüidade desse texto deve-sea) às expressões de comparação “bem mais” /“doque”.b) à ausência de flflexão do pronome relativo “que” em“que tem jeito”.c) à distinção das funções sintáticas de “brinquedis-tas” e de “estagiários”.d) à ausência de vírgula após a palavra “estagiários”.e) à ordem dos termos.108. ITA-SPO emprego de “o mesmo”, costume criticado por gra-máticos, ocorre, muitas vezes, para evitar repetição depalavras ou ambigüidade. Aponte a opção em que o usode “o mesmo” não assegura clareza na mensagem.a) Essa agência possui cofre com fechadura eletrôni-ca de retardo, não permitindo a abertura do mesmofora dos horários programados. (Cartaz em umaagência dos Correios)b) A reunião da associação será na próxima semana.Peço a todos que confifirmem a participação namesma. (Mensagem, enviada por e-mail, parachamada dos associados para uma reunião)c) Antes de entrar no elevador, verififique se o mesmose encontra parado neste andar. (Lei 9.502)d) Após o preenchimento do questionário para levan-tamento de necessidade de treinamento, solicito adevolução do mesmo a este setor. (Ofício de umainstituição pública)e) A grama é colhida, empilhada e carregada semcontato manual, portanto a manipulação fifica res-trita à descarga do caminhão manualmente ao ladodo mesmo. (Folheto de instruções para plantio degrama na forma de tapete de grama)Leia o texto para responder às questões 109 e 110.Os ouvintes ou são maus ou são bons; sesão bons, faz neles grande fruto a palavra de Deus;se são maus, ainda que não faça neles fruto, fazefeito. A palavra de Deus é tão fecunda, que nosbons faz muito fruto e é tão efificaz, que nos maus,ainda que não faça fruto, faz efeito; lançada nos es-pinhos não frutifificou, mas nasceu até nos espinhos;lançada nas pedras não frutifificou, mas nasceu aténas pedras. Os piores ouvintes que há na Igreja deDeus são as pedras e os espinhos. E por quê? – Osespinhos por agudos, as pedras por duras. Ouvintesde entendimentos agudos e ouvintes de vontadesendurecidas são os piores que há. Os ouvintes deentendimentos agudos são maus ouvintes, porquevêm só a ouvir sutilezas, a esperar galantarias, awww.cursinhoaovivo.com.br 64 Interpretação de Texto avaliar pensamentos, e às vezes também a picarquem os não pica.Mas os de vontades endurecidas ainda sãopiores, porque um entendimento agudo pode-se ferirpelos mesmos fifios, e vencer-se uma agudeza comoutra maior; mas contra vontades endurecidas ne-nhuma coisa aproveita a agudeza, antes dana mais,porque quanto as setas são mais agudas, tanto maisfacilmente se despontam na pedra. E com os ouvintesde entendimentos agudos e os ouvintes de vontadesendurecidas serem os mais rebeldes, é tanta a forçada divina palavra, que, apesar da agudeza, nasce nosespinhos, e apesar da dureza, nasce nas pedras.Padre Antônio Vieira, Sermão da Sexagésima. Texto editado.109. Fatec-SPConsidere as afifirmações seguintes sobre o texto deVieira.I. Trata-se de texto predominantemente argumen-tativo, no qual Vieira emprega as metáforas doespinho e da pedra para referir-se àqueles em quea palavra de Deus não prospera.II. Nota-se no texto a metalinguagem, pois o sermãotrata da própria arte da pregação religiosa.III. À vista da construção essencialmente fundadano jogo de idéias, fazendo progredir o tema peloraciocínio, pela lógica, o texto caracteriza-se comoconceptista.IV. Efeito da Revolução Industrial, que reforçou a pers-pectiva capitalista e o individualismo, esse textotraduz a busca da natureza (pedras, espinhos,...)como refúgio para o eu lírico religioso.V. Vincula-se ao Barroco, movimento estético entrecujos traços destaca-se a oscilação entre o clássi-co (de matriz pagã) e o medieval (de matriz cristã),a qual se traduz em estados de conflflito religioso.Estão corretas apenas as afifirmações:a) I, II e III.b) I, III e IV.c) II, III e IV.d) II, III, IV e V.e) I, II, III e V.110. Fatec-SP“...contra vontades endurecidas nenhuma coisa apro-veita a agudeza, antes dana mais.”Assinale a alternativa em que o sentido dessa fraseestá adequadamente expresso.a) A agudeza não se vale das vontades endurecidas– contra elas, dana-se.b) As vontades endurecidas não aproveitam nada;antes delas, tudo é pior.c) Nada se aproveita da agudeza contra vontadesendurecidas: piora mais ainda.d) Só uma coisa se aproveita contra vontades endu-recidas: a agudeza, que antes dana mais.e) A agudeza de nada vale contra vontades endure-cidas – só piora.

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